quinta-feira, 3 de abril de 2014

GEOGLIFOS, GEOGLIFOS - nomenclatura terminologia

Se Deus não há,
E não há , de fato, Deus algum,
Nem algures nem nenhures,
Nem em Utopia nem em Sophia,
Então tudo é mentira,
Atos mortos,
Nietzsche mortificado.         
Deus não existe
Ou se escondeu em trevas vetustas
Trapos de  trevas puídas, rotas,
Trevos de hipocrisia
Cuja função ou sortilégio é  possibilitar
toda sorte de convivência.
Um ensaio da hipocrisia,
Daria um bom substitutivo
Do ensaio-sátira de Erasmo de Rotterdam
Sobre a loucura e suas diatribes.
A hipocrisia, não obstante o menoscabo
Com que é tratada pelos tratadistas,
 é o artefato mais sublime
Da comunidade humana,
Faz mais que a poesia,
Pois permite que qualquer interação,
Mesmo com o ser mais execrável,
Pode se passar em moldes razoáveis,
Não atingindo a camada de ozônio,
Por si só já tão mexida,
Nem, neném,  permitindo outra guerra de Tróia
Com cavalinho de presente
 e Odisseu montado em  seu discurso dúbio
- e hipócrita!
A hipocrisia opera o milagre do amor:
Sob seu jugo, que torna dócil o rei dos bárbaros,
Ela faz crê a ao incauto e ao erudito
Que ele ama o seu inimigo
E , pior, que ama, outrossim, os seus amigos.
Os amigos são, sabidamente,
 os inimigos mais deletérios do homem :
Sabe-o o sábio anacoreta, incréu.
Por fim, a hipocrisia permite
Que a crença estúpida em Deus perdure indefinidamente.
Quanto mais se   crê em Deus,
Mais se entrega ao outro,
 que é o alter ego, o inimigo, o filisteu,
ou ao amigo de tocaia,
que tem sede de sua  vida,
cobiça  os seus tesouros,
 seus carunchos e traças,
 sua mula, sua esposa, sua concubina...
portanto, quanto mais amigos,
filos de táxon,
demonstra ter um homem,
mais frágil se mostra o homem,
pois mais  abalada fica  a fé
que poderia ter  em si mesmo,
porquanto são dissuadidos
de serem auto-confiantes, auto-suficientes
Ao parar para ouvir  o conselho do próximo,
O qual  o leva a cair no abismo
De ponta cabeça.
O que o próximo proporciona
É  dar  vazão e  razão
Para perpetuar a guerra,
Pois do contrário
Ele, o bom amigo,
Próximo que está,
Aprestar-lhe-á uma emboscada
Tal qual o fizeram a  Jesus
Graças à suas graças
E sua ingenuidade homérica,  fatal.
Por isso, o próximo é o mais difícil
De ser amado;
Aliás, não se deve amar ao próximo,
Pois este é o filho, a esposa, o amigo,
Enfim, todos aqueles
que se acham no direito de trair sua confiança
e o fazem sempre,  sob testemunha anil,
porquanto podem prescindir das trevas
que cobrem o ladrão.
Jesus era natural do campo,
Lírio puro no escarlate desenhado.
Ali seus  geoglifos  profetizavam,
Podiam ser lidos nos lírios amarelos também,
Que carregavam o palor da morte sob o luar.
Jesus acreditava piamente em Deus,
Que lhe fez ouvidos moucos.
Não, não há sob céu
Ou sobre terras
Deus nenhum,
Mas um pacto hipócrita
Para crer num ser
Que é o homem invisível.
Entrementes, os lírios em lírica
Espaçam tal paz
Na aragem tépida
E fazem um discurso em geoglifos
Tão belo! em ontologia na areia,
 onto-teologia  sutil nos silicatos,
 em petroglifos que assombraria  Duns Escoto,
o qual não  era êmulo do sol em clareza
com suas finuras teológico-filosóficas.
Duns  era dum mundo medieval,
Dum outro mundo, pois.
Se há tal universo não nomeado,
Inverso no anverso,
 fora da língua do homem,
sem onomástica básica,
Não o conheço, nem creio que haja.
Haja vista, sendo o anacoreta incréu
Sou descrente de tudo
E livre até mesmo da descrença,
A qual me parece, quando fanática, obsessiva,
- Uma crendice discreta,
Uma bela hipocrisia com máscara-de-ferro
capa de Drácula,
grilhões nas mãos e pés
Para capacho aquietar o facho,
Sentar no  rabo
E ouvir o diabo
Ao dente no quiabo
Em chulo no diacho.
No calão me calo.
Voltando de digressão a Deus,
Sua  inexistência posta em juízo,
Em assertiva definida definitivamente,
Rasgaria toda tensão
Que cabia, de cabo a rabo, nas palavras?
Implodiria as frases não-bíblicas?
Eclodiria nas orações com corações ao alto?,
Turbaria a mente humana
Que foi toda construída
Com sua presença
No ser fictício
Que a rapsódia decantou?
De mais a mais, se Deus não existe,
E não existe de fato,
Mas somente de Direito,
Então há verdade em  Nietzsche,
Homem que se queria “ Para Além do Bem e do Mal”
Em sua presunção monstruosa.
-Então, toda a verdade está lá
Instalada, instaurada, estalada
Em seus livros crus,
A dissecar aquele que se apresenta : “Ecce Homo”
Com pompa de truão
E não se ausenta
Naquele viandante que tem a sombra por companhia
- de Jesus e de Anchieta!...
A verdade deveria estar
Em super estrela, em estela, “Stela”, “Stela Maris”
Nas obras de Nietzsche,
Que não são “Opus Dei”,
Porém  não está lá,
Plantada em árvore do paraíso
Cujos frutos  é o conhecimento.
Seus livros não contém  a verdade,
Mas prosa e verso de verdade
Com rasgos de imaginação
Que cabe ao trovador
Em exercício de um gai saber,
Que prova a ciência
Na Gaia Ciência,
Com outra língua
e outra crença,
que se quer substitutiva da fé em Deus,
a qual, sem embargo,  era melhor
Para a canalha e para mim,
Para ti e para ele
-  para ele! que vivia em petição de miséria
Envolto num corpo doentio,
Alma senil,  vitimado pela pobreza econômica e social,
Miséria política...um pobre coitado,
- um réprobo, enfim,
Que não se conformaria com a verdade,
E, por isso, arrolaria suas mentiras adornadas
E enroladas em bons ditirambos,
O que  fez até o apagão
Anterior à morte,
Cujo piscar de luzes
Já se prenuncia em sua obra derradeira
Que, ironicamente, apresenta o homem: “Ecce homo”,
Como se o homem fosse ele, Nietzsche,
Um meio-homem em meia-vida de remédio
Pronto para dormir meia-vida
Ou a vida inteira
com morte em vida
e mote de morte em obras
de triste figura, Dom Quixote de La Mancha,
sem mancha alguma,
que não seja do Canal da Mancha.
Bom  Manchego,  sem Manchúria.
Esse  filósofo, Nietzsche,
 não foi sábio,
Mas genial como Belial,
Digno de um inquisidor
Que o fizesse sentir toda a dor da tortura
Com a qual sonhou
Vida fora ( ou morte afora)
Em sua meia-vida de fármaco,
Sua agonia lenta e longa,
Porquanto, bem ou mal,
Nietzsche  mal logrou ser  um homem:
Foi antes um  remédio,
Um ser com remendos de remédios
Para seus males, sua dispepsia,
E os males de outros desafortunados
No caminho inverso
Da felicidade de Aristóteles,
Sábio, sadio, homem de boa cepa,
Magnífico senhor,
Que não pode ser magnânimo
Porque seus bens
Não o autorizavam,
Nem era perdulário, pródigo,
Ainda que em louvores.
Homem íntegro, o estagirita.
Coube a Nietzsche, entretanto,
Dar-se conta da inexistência de Deus.
Agora, hoje,   cabe ao monge
Dar-se conta da inexistência de Deus.
Não ao monge representativo,
Monge por procuração,
O ator atroz, juiz e  algoz de si mesmo,
O qual se prendeu em  cela de abadia,
Em  um claustro
E todo dia vive ignorante
 de onde sopra o austro
Com seu oboé ,
sua trombeta, seu trompete...
com outros sopros
Que inspiram e depois expiram,
No movimento musical do instrumento
Que com foles
Move-se em dança
De  sístole e diástole
Soprando o anjo soprano em mensagem,
Pois o anjo é a mensagem,
Parodiando Marshall MacLuhan,
Que assevera que “O meio é a mensagem”,
Dito que compõe o anjo.
( Não existe um anjo,
Mas o anjo sim
- é ser de dentro do cérebro,
Surfista na mente
Sã ou louca de pedra
Como uma mulher).
Não conhecemos nada,
O conhecimento é apenas um rito social.
Do que sabemos com a língua nos dentes
É bem pouco mais
( e muitas vezes menos!)
Que o animais silvestre os domésticos.
Nosso saber se estraga mais ainda
Porque se vincula ao conhecimento
E este é rito momentâneo
Na gangorra da moda dos conceitos
Que sábios e artistas desenvolvem incessantemente.
No que tange à tecnologia mental
Expressa em equações algébricas intrincadas e belas
Como um longo poema de Camões : Os Lusíadas
Ou a Comédia de Dante Alighieri
Essa tem o Status de mito
E nunca perde o vinco :
É  eterno enquanto durar a eternidade
Para o homem vivo.
Ao que respeita ao homem livre,
Que sempre é um pobre incréu
Porque  conhece apenas a solidão
(Uma solidão de dar pena - em pena de pavão!)
Que o cerca e prende,
Condenado que é
Também à solitude  com voz de ave canora,
qual quero-quero procurando desesperadamente o bando,
- o quero-quero que quero
que ora, ore  por mim
junto ao vegetal na campina do galo,
vegetal que ora ora “ora-pro-nóbis”,
Filhos de Deus,
De um Deus que não existe,
Não é ser algum,
mera geometria de homem,
na partitura para um canto de um rapsodo,
- uma rapsódia desesperada, enfim.
Ermitão que sou
não acredito nos homens,
Nem em mim, Que sou homem
E, consequentemente, traio-me na freqüência medrosa,
Pois foram eles e eu
Que mentiram para mim
Em conjunto não-matemático,  nanomusical,
Sobre a realidade de Deus,
Ou melhor : a irrealidade ( surrealismo está na Bíblia,
Não em Chagall, Salvador  Dali, Miró
E mestres que tais.
De mais a mais, eles não só me enganaram,
Mas  também esconderam a verdade de si mesmos
Por medo da morte
E do abandono  a que estamos sujeitos,
Desamparados  e desprezados por todos
No caminho que leva à senectude.
Quanto à flor-de-lis
Sei que não mente,
Pois é filósofa cínica
Que  não pensa na vida,
Apenas age porque  não tem mente
Que lhe suscite símbolos e signos ,
Os quais se não são os pensamentos,
São-lhe mais de dois terços do pensar.
A planta vive a vida, que é sua deusa:
O vegetal é um empório de vida
Armazenada  para o animal
Em forma de nutrientes.
Todavia, sei que o vegetal
É contra mim,
Não confia em nenhum animal,
Por isso guarda veneno nas folhas.
Ora! Como  posso ter confiança nesse ser
Que dá a vida
mas pode tirá-la num átimo
Se nos esquecemos
E bebermos ou comermos demais,
A ponto de tudo cair
Na conta do veneno
E pelo veneno pagar com a vida
Como sói acontecer?
No vegetal  está plantada a vida e a morte,
O remédio que nutre ou cura
Ou o veneno que destrói o corpo e mata-o.
Assim como a cobra arrasta a peçonha,
Com a qual caça, faz presas cálidas.
A víbora que carrega o símbolo
Visto apenas pela mente humana
Que também se nutre
De símbolos e signos,
Leva em sue corpo
Toda a farmacopéia
( a serpente é o “Phamacon”)
E  toda a dieta
( na dieta estão presentes
Todos os produtos químicos do “Phamacon”.
Quem se alimenta
Toma remédio
Ou inocula venenos,
Os quais vêm da vegetação,
Tão  palatável quanto a cobra peçonhenta,
Alimento apreciado na China,
Onde  sendo muitos  os chineses
E, concomitantemente,  pode grassar uma fome
Que passe a fio de espada
Bilhões de entes humanos,
Porquanto sei
Que o cavalo amarelo do apocalipse
E seu cavaleiro ( amarelo?)
Existe de fato nos pesadelos
E nas pragas naturais,
 Das quais nunca estamos livres.
Na China há o rio Amarelo,
Que não me deixa olvidar o corcel da fome.
Sou um monge sem Deus,
Um prisioneiro de mim,
Um condenado por mim
Ao degredo longe do século
E duas sentenças de morte
Pesam sobre minh’alma;
Entretanto,  para mim, o monge
- É  um monstro de alienação,
Que Hegel e Marx sintetizaram,
Goya os apóia em suas gravuras
Em estado de loucura sã,
Daquela a que se refere
São Paulo Apóstolo dos Gentios.
O monge que sou, seio-o,
É apenas um castigo sado-masoquista
A que imponho
Ou a que me impôs a pressão do grupo
Para tomar o lugar de Deus
Que, por não existir,
Cria a necessidade político-social-ritual
 de alguns homens
Que paguem caro por isso
Com o sacrifício da própria existência,
Morrendo em vida
Tal e qual o condenado pela Justiça dos homens,
A pobre cega, inválida.
Esta também a justiça de Deus, o inexistente,
Pois é o homem quem a levanta
Por não haver deus algum
Que o possa fazer,
Mesmo porque, se existisse,
Deus não teria vida.
Teria o quê?!...:
A teia da teologia que teima em teia,
Mas é tão-somente teia
- sem aranha!
O deus laico
É o Direito, os santos direitos humanos,
Que não passam de mendacidade
E, portanto, de um ardil do demônio;
Por outro lado,
O deus das igrejas
Passa por ser
O Deus de Abraão, Isaac e Jacó;
No entanto, em realidade,
Não é senão o santo ofício da inquisição em ação,
Ou seja, o casal  Súcubo e Íncubo,
Alma de inquisidor.
Contudo, a inquisição
Não está escrita
Na história,
Mas vige hoje,
Neste instante,
Pois o demônio é perseverante
E sempre operante,
Santificado com o nome de Deus.
O que me dá esperança vã
É que Deus  nunca foi apresentado ,
Senão em nome
Pelos homens com poder institucional;
Entrementes, chamam em nome de Deus,
Sempre em vão,
Porém o que se apresenta é o diabo
Que,  em si, é o mal Sem o bem
Para compensar.
Deus jamais se apresentou
Sob a égide das instituições.
Mas os lírios
Espargem boatos na brisa
E os marimbondos seguem
Algo ou alguém
 com quem dialogam
 em silêncio quase audível...
Quem será  este ser que cochicha?
- Sei que não é o diabo,
Pois esse vive em meio aos homens,
Não afagam os marimbondos...,
Porque eles sabem
Onde Deus está escrito em geoglifos(geoglifos).

( Escritos Líricos em geoglifos  à flor dos lírios com geometria algébrica imbricada em arabesco  de autoria do anacoreta incréu).
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sábado, 22 de março de 2014

TÁXON EXTANTE,TÁXON EXTANTE - nomenclatura terminologia


Ficheiro:Panthera leo persica Nuremberg Zoo.JPG
A extinção dos grandes felinos
é a grita de alguns ecologistas específicos.
Contudo, enquanto táxon extante
leões perdem dentes e jubas,
hienas e leoas se dilaceram
e caçadores, obsoleta a besta,
que traziam a tiracola do besteiro,
bem como a balista, o arcabuz, o mosquete
dos "Três Mosqueteiros", em romance alinhavados
por Alexandre Dumas, de tulipa negra,
passaram a empunhar um arsenal de tecnologia de ponta,
pois se obsoleta a borboleta não é,
tampouco o é a espingarda, o rifle, o fuzil...
mais ( ou menos): o obsoleto conceito de obsoleto,
que obsoleta,
e a obsoleta palavra quase fora da letra
paralela à língua que lhe serve de espoleta,
porquanto o idioma não espoca,
não possui a espoleta na língua
guardiã também da ptialina
ou amilase salivar enzima da língua
que lambe a vida e faz o sábio,
o provador, mas não o provedor.
A espoleta espoca.
Acha pouco ou pouca a centelha
que a faz espocar?
O que acha a acha do archote
que acha o caminho na caverna tenebrosa
habitat de morcego cego sem ego? Nego
que ache a negra treva da noite
rasgada pela luz
que com a aurora me banha
caiando minha tez alva,
que recebe a salva da alva
em barra de chocolate de cacau
não ignorando o azul o jalde no escudo
do brasão do beato Papa João Paulo II,
cuja inscrição inspira o aroma da Virgem Maria
na voz escrita e para ser falada no mote : TOTVS  TVVS,
no listel de blau.

Entrementes, qualquer palavra ou coisa
é ou será obsoleta
até que se atire da besta humana
outro tipo de tiro seguido de pólvora
que faça mutação "genética" no tempo
ou nos memes culturais(redundância rotunda!)
de mãos postas pela cultura,
qual São Francisco de Assis pela Igreja católica,
as quais os manufaturou
com  ambas as mãos depostas, dispostas, quedas
em artefatos de fato!
( Que há os de  Direito!
em sortilégios algébricos, lógicos, líricos, mentais...
lisos sabres sobre lírios lisos
no escarlate fugidio sob à lua amarela,
em derrame amarelo
que aquarela a aquarela
furtivas nas águas-furtadas
e nos beirais das  andorinhas
que bebem das lagoas
nos mosaicos vegetais das restingas,
que são sub-luas
no cozer da glicose,
um geoglifo verde
nutrido pelo amarelo
que também se deita na mata paludosa...).

Todavia, os ecologistas desta gesta,
por pertencerem a táxon extante(táxon extante!),
olvidam de sua própria extinção,
quiçá mais próxima que a linhagem
dos grandes felinos,
pois o homem somos um relógio,
na verdade uma bomba-relógio,
que a qualquer momento pode parar
ou explodir em apoplexia
dependendo do mecanismo
que  acione ou assine o ato final
do ator em desgraça
ou lhe cubra de alma cristã
dada na graça de Deus
que a fez em cristal
que canta lenda e mito
em rapsódia suave, branda.
( Posso parar agora
antes do coração contar a hora cardíaca,
ou o aneurisma fatal se instalar
e a eclosão de uma primavera aos avessos
sitiar e invadir o corpo
mesmo se não tiver qualquer doença  que seja
um empecilho à função do carrilhão
à sombra ou ao sol,
sob o sono ou em vigília,
quer seja rico ou pobre,
o pobre diabo,
sábio ou tolo,
requintado ou rústico,
feliz, infeliz...: havemos de perecer!!!
Morreremos em sonho ou sem sonho solto
sob o sufocamento do sono,
que não deixa de ser
um travesseiro com fronha branca!
travestido de travessia...

Sem embargo de voz ante o algoz
os ecologistas que não são o que somos,
-  sou, somos o homem fora da alienação
profissional, social, cultural, política, ideológica, lógica...
antropológica, telúrico e até cósmica, enfim,
o homem na solidão inextricável do homem,
inóspita solitude montada a cavalo baio castanho
(em cavalo gramatical errado? Solecismo?),
pois não sabemos até onde somos o homem
e aonde vamos enquanto homem
livre das masmorras humanas,
seus grilhões, suas máscaras de ferro
ou de carnaval diuturno,
- não temos noção até onde vamos
na viagem da luz na vagem, pela várzea...
( peluda, paluda, pelada várzea)
em coche com sete cavalos lucíferos
que nos leva pelo universo
( alter cavalo)
enquanto seres humanos ligados à Gaia,
nossa mãe escavada antes do ventre,
na madre, entre o ventre e o vento,
e após o ventre, no seio da terra,
quando mortos, natimortos,
de volta ao círculo-ciclo mineral,
que os eruditos chamam de Reino Mineral
( pudera Monera!),
que vige e vigiam nos rochedos  colossais
e nas pedras invisíveis que agem
- como sais minerais!,
pois assim denominam os minerais,
e sais, areia, argila,
quando na areia ou na água do rio,
na orla,
na água do mar e do sangue vermelho vivo.Vivaz!

...Mas os ecologistas que não somos,
- somos homens,
se e quando salvos das salvas dessa alienação;
essas alienações, alheamento do homem
que são ecologistas, filósofos, poetas, monges...
- e não sabem que vão perecer em vão
na sua individualidade letal,
porquanto ecologistas
são alienações da mente humana,
em filosofia-fenomenologia de Hegel, Marx
e na terminologia, nomenclatura dos psiquiatras
( Ah! a individualidade é um veneno de morte
que Shopenhaer, em sua crença na filosofia,
sua demência multifacetada,
sua loucura em mosaico de restinga,
tentou combater com argumentos lógicos-metafísicos,
para gáudio de Erasmo de Rotterdan
em signos na obra "O Elogio da Loucura".
Oh! Quanta loucura sem cura, meu Deus dos ceús!,
- meus diabos dos infernos humanos!),
pois os ecologistas que não somos,
mas nos quais estamos alienados,
perdem a capacidade da sabedoria
ao exprimir-se em língua que não lambem
e, portanto, não podem sentir o mundo
- que é, para o homem,
e somente para o homem,
guardado no guardanapo,
onde a mãe deixou o sanduíche,
o sabor do mundo :
a sabedoria
que, em linguagem de um poeta daqui de Minas,
é o "Sentimento do Mundo"
postado em canto poético-filosófico,
tal qual o faziam os grandes filósofos gregos;
a saber! : os pré-socráticos :Empédocles, Heráclito, Parmêndes...
senão Zenão de Eléia.

Essa grita histérica contra a extinção
se justifica plenamente
porque o ser humano individual
sabe que carrega em si
musical na sua escrita genética (geoglifos)
a equipagem que o trouxe das brumas do tempo
em memória  genética que acessa inconscientemente
todos os seus antepassados em atos
os quais, ademais, pode observar em seu corpo vivo
( Os corpo vivos de cada indivíduo
são seus genitores, irmãos, filhos, netos, bisnetos, tataranetos...
que quero ver para viver!
- e viver para ver ao sol suntuoso
as sutis silhuetas
que o matiz de Matisse levará ao meus olhos de então.
Viva Matisse, que não vive : vivo eu!
- que viva mais e muito mais, em abundância de felicidade:
aristotélica e não-aristotélica :
outro alter "ego" de ser, não-ser parmenidiano).

Esse saber-se "eterno",  escrito em geoglifos genéticos
e enquanto escritura sagrada, viva, vital,
leva-nos às doutrinas da reencarnação,
que é mais que doutrina : é vida!
- e da ressurreição, que  também é mais
que um exercício douto,
cujo fito seria exercitar
a controvérsia doutrinária que  esteia
o árduo labor filosófico
que faz ouvir
o martelo bater na bigorna
e produzir o canto doutrinário em poesia
e depois em fala mansa
de alguns filósofos
que deixaram a  poesia ao tambor da tribo
e passaram a palrar serenamente
sem necessidade de impor um ritmo melódico à voz
que de canto se volta em fala,
que é menos dramático
e não preciso de coro e canto
para narrar, decifrar e analisar a tragédia
com "pathos" de filosofia de Nietzsche
que cante e dança
sem cantar e dançar de fato,
mas apenas mentalmente,
na arena ou anfiteatro da  deusa "Mente",
que mente mas não menta
enquanto não descair na demência da velhice,
- demência outrossim denominada mal de "Alzheimer",
nome da moda para  "eterna" moléstia
que acomete aqueles em idade provecta:
postulante que é do  espadachim
no tempo chim,
em dinastia chin.
A nenhum outro animal
é dado sobreviver muito tempo na velhice.
Esse é um pecadilho do homem,
que pior se alimenta
e, consequentemente, pior vive
tendo a sentença de morte
suspensa pela ação de drogas farmacológicas.
A esta vida miserável
os médicos e o bulário chamam "sobrevida".
São Francisco de Assis, em seu bulário,
trata da vida franciscana,
que mirava na vida eterna, por certo,
e os Papas regem a igreja também
por Bulas Pontifícias
que estabelecem a política da Igreja.
( As mais excitantes Bulas Pontifícias são, quiçá,
se a Sé quiser santa clara : "licet ad capiendos",
"Ad exstipada" e "Summis desiderantes",
esta última contra bruxaria, bruxas, bruxedos e bruxulear...
Ai! quanta santa fé, Santa Sé!).

Essa paixão que nos faz esquecer da própria morte
é o amor ágape,
que nasce ao redor de nós,
do eu para cônjuge e filhos,
e passa à espécie
quando ganha os caminhos do mundo,
este caminhão!
Caminhos e pergaminhos do mundo escriba
- e hipócrita!
de onde origina todo amor :
na paixão de Eros,
"pathos" venéreo e venerando,
que entorna um filo de paixão
pela filosofia que fia que faz amigos
no fio que não fia o bicho-da-seda,
mas o homem furta,
esse ladrão qualificado,
e os leva com levas de escravos ou prisioneiros ( os pobres)
aos teares fabris, febris em sua produtividade,
a qual depende da inteligência de homens
transformados em bestas
do que das requintadas tecnologias
saídas das Quintas dos portugueses
e outros burgueses
que não são contra-Marx
quando editores
ou Burle-Marx
quando pintores
nas caras das cores de Matisse,
pintor da besta selvagem ou fauvistana;
na bigorna do francês :"fauves"(feras).

Quem sabe um dia
eu volte plenamente
com todo o meu ser
consciente do retorno
autoconsciente de mim
buda do Buda
iluminando o iluminado em mim
superando o buda em mim
e retomando ao meu pequeno eu...
ególatra, egocêntrico, egoísta...
mas apenas em consciência
que inaugura uma nova e era na ciência
- outra era que logo será
era de outra alienação
de mim como superbuda
sem dialética, dialeto, diálogo...
porquanto sou terra
cantando à terra,
planta, que é terra viva,
mas não erra com o arameu errante,
animal que anima a bigorna do latim
que late no cão,
do céu e da terra,
e anima o homem
com alma aristotélica-cristã-tomista
em latim para tímpano erudito
- tudo jogado na escolástica elástica, eclética
de Tomás de Aquino, Duns Scott
e doutros doutos doudos
sob toldos, sobre Volvos
em caminhos de caminhão.
Rodado caminhar. Rotundo.

 Ficheiro:Charging Leopard-001.JPG
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sexta-feira, 14 de março de 2014

PARADOXO.PARADOXO ZENO - terminologia nomenclatura


Meus pensamentos,
que são os pensares e pesares do ser humano
ilhado em um indivíduo,
um Robinson Crusoé qualquer,
- esses pesares em elegia
e pensares em filosofia,
que vão à distância que vão os ventos vãos
e mesmo chegam até onde aporta
a nau que os leva leves,
grafados em luz,
fotogênicos que são,
- deixarei, deitarei em signos,
pois são atos mudos,
surdos-mudos,
realizados por mim através da escrita,
os quais te o teor de discursos
para capitães de longo curso,
de corveta e nau capitânea,
ou corsários e piratas incursos
na liberdade que livra e enlouquece
até vir a policia de branco e cáqui ou preto
jogar o vetusto xadrez do inconsciente demente.
Tais signos deixarei aos leitores e musas
encarregados do levante
da mente do que tombou na tumba,
quais se levantam cascavéis ziguezagueantes
nas areias do deserto mudo,
mudando duna a duna,
o que coaduna com o que dura
grafado, geoglifado, petroglifado ou hieroglifado
sobre objetos insólitos
e não sólidos,
os quais realizam travessia
pelo universo natural  da química,
pois signos são mudos,
tartamudos, surdo-mudos,
que, entretanto, podem suscitar
os significados e símbolos nas vozes
das musas, dos homens ou dos instrumentos musicais
que os erguem do limbo
ao solo do oboé ou violino,
em solo de solista humano,
quer seja soprano, tenor, barítono
a chorar em bom tom
com olhos postos
no orvalho da madrugada
que cai em solo
e cuja  cantilena é madrigal para besouro,
rumorejar de riacho que ri
para coleóptero oculto em madressilva,
todo iluminado,
buda que é
- no vaga-lume e pirilampo
em campo ancho
- no angico
que abre outro campo,
extra-campo verde,
com violonista enamorado,
ébrio da bebida da madrugada
iluminado por livros medievais (iluminuras)
e pirlilampos-budas em nirvana.

Meus cantos e discursos
terão "voz" e vez também
no silêncio dos olhos e da mente
de quem os lê,
pois empós as auroras
dos meus 96 anos de vida
a fala  deles será  falha mnemônica
que será apagada da memória,
bem como todo o resto
que ficar pela terra
- e que é terra
também em terracota,
que artefato somos
nas mãos e mente da cultura,
porém não no mutismo dos signos,
que não levantarão minha voz,
mas máxime meu pensamento
no DNA dos signos
que continuará ritmando
e cuspindo de si, sem boca,
sem nota musical ouvida,
símbolos que são  serpentes
se o ser da víbora
que ziguezageia na areia tórrida do Saara
que ara um camelo e um dromedário,
num oásis. Oh! Oásis!
que sabe o que é um oásis?!:
o beduíno, o camelo e  o dromedário...
- Até que a língua da água
fale e cante
e desmanche os sulcos do código em areia
desenhados no poema à Virgem por Padre Anchieta composto
e proceda à erosão da língua!,
a final...
- antes que a cal
caia do caos
e a nau
nade nua
até a praia
e deixe ao náufrago
a morte do homem,
que prenuncia o fim do tempo,
o qual destrói o espaço
tal qual uma fissão nuclear
de longa e longânima cadeia,
que medeia a Medeia,
infeliz Medeia!

O canto em signos
não serei eu
nem minh'alma de gato,
todavia sim uma cerimônia do adeus
presidida pelos bardos
cobertos de  cardos, nardos, dardos, fardos...
quando o pensamento atravessar a pedra
em aporia à flecha de Zeno de Eléia.
Paradoxo. Paradoxo de Zeno,

aceite por todos os antigos,
excepto pelos Eleatas.
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terça-feira, 4 de março de 2014

ANGICO, ANGICO - nomenclatura terminologia


Deixarei em signos,
os atos mudos,
realizados por mim através da escrita,
os quais são discursos
( para capitães de longo curso,
de corveta e nau capitaneada)
que leitores e musas
levantarão  da tumba,
quais cascavéis ziguezagueantes
nas areias do deserto mudo,
mudando duna a duna,
grafados, geoglifados, petroglifados ou hieroglifados
sobre objetos insólitos
e não sólidos,
que não realizam travessia
pelo universo natural  da química,
pois signos são mudos,
não falam, não cantam, nem tartamudeiam;
entretanto, podem suscitar
os significados e símbolos nas vozes
das musas, dos homens ou dos instrumentos musicais
que os erguerão do limbo
ao solo de oboé ou violino,
em solo de solista humano,
quer seja soprano, tenor, barítono
a chorar em tom
com olhos postos
no orvalho da madrugada
em madrigal para besouro,
coleóptero  na madressilva,
todo iluminado
buda que é
no vaga-lume e pirilampo
em campo ancho de angico(angico!).

Meus cantos e discursos
terão "voz" também
no silêncio dos olhos e da mente
de quem os lê,
pois após as auroras
dos 96 anos de vida
a fala será apagada da memória,
bem como todo o resto
que ficar pela terra
- e que é terra
na terracota,
mas não no mutismo dos signos,
que não levantarão minha voz,
porém meu pensamento
no DNA dos signos e símbolos...
- Até que a língua da água
desmanche os sulcos do código em areia
e a proceda à erosão da língua!
a final.
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