quarta-feira, 15 de junho de 2011

MÁSCARA ( wikcionario dicionario etimologia enciclopedia )

Náufrago que deu na alva areia /
que peneira a ilha /
- sou Robinson Crusoé! /
o solipsista Robinson Crusoé /
Também sou e sei que sou a areia branca /
alva areia, areal extenso.../
e a praia na costa litorânea que se espraia /
a praia lânguida na orla marítima /
na languidez do havaiano /
com o vento ainda menino traquinas /
balouçando nos braços dos coqueiros /
verdes cordas em olhos de tocar o vento com carinho /
- ternura de Chopin ao piano /

Sou o mar lambendo o sal /
- sal que sou em minha solidão solar /
solícito com solidéu /
e solitude anil levantada ao céu /
alçada até ao azul em cimo /
no paco-paco-papaco peco do pico /
com potes de chuva potável /
com o ápice do anil franqueado a olhos d'água vistos cheios /
( a olhos vistos nos olhos d'água sem mágoa na água ) /
veios seios cheios de enleio no leito /
da ribeira que corre na beira da cachoeira /
com a cabeleira de deusa grega em cachos na espuma flutuante /
anotada por Castro Alves em poesias /
Oh! solitude que mensuro /
- solitude ante mim e meus olhos no horizonte /
que já mentiu o anil /
do qual omitiu o til /
pois há um til fora do anil /
vil til do bem-te-viu /
que ti viu anil no céu /
anilado pela anileira /
cujo plantio é de ponta cabeça /
( planta plantada de ponta-cabeça!) /

Sou Robinson Crusoé exausto na costa leste /
latitude longitude olhada de esguelha na olhadela dela /
da bela amarela na pintura de Modigliani /
que espraia a vela perdida no horizonte /
longe da orla onde /
o naúfrago bateu em areia /
( e o que é bateia? /
Pergunta sem contexto /
exceto com o limo da rima /
- quesito prejudicial /
sem pedra filosofal /
ou Monte Pascal /
em tom clerical /
do tempo medieval /
ó Bernardo de Claraval /
dos beneditino brancos /
contra os beneditinos negros /
cuja irmã vivia no Priorato de Graville /
na solidão do claustro das Cartuxas ) /

Voltando da digressão : /
sou Robinson Crusoé /
sozinho na ilha /
em solitude no mundo /
quiçá no cosmos em contexto grego /
mas não gregário /
enfim no universo com matéria negra /
energia escura permeando todo ato e fato /
tudo tato no mato onde vou até o pé de pato /
e de pequi com caserna para marimbondos e cupim assim /
num mundo de anum mudo sem fim nos confins /

Em pé na areia branca /
com a barra da alva na mão /
e uma flor de laranjeira nos olhos /
o odor da flor de laranjeira nas narinas /
e no vento que passa pelos pelos do nariz /
simples assim sim /
Robinson Crusoé sou /
me escrevendo e me lendo /
nas dupla pessoa do discurso /
locução interlocutória com monólogo e redundância redonda /
no eclipse da elíptica /
prevista na hipótese da equação elipsóide /
uma sentença aberta /
escrita em natura o que está grafado e desenhado no pé de pequi /
que olha do verde das duas folhas e ri /
em frutos encapsulados em verde envoltório /
relicário cujo verdor guarda no anjo da guarda /
o ouro amarelo do fruto /
que é fruta fresca na legislação tributária /
isenta de tributos pelo fisco em Minas /
a mancheias nos campos gerais /
das minas gerais de frutos do cerrado /
filão de frutos e flores /
ervas daninhas e arbustos /
lianas pela flexibilidade das cobras que serpenteiam /
pelo poder da peçonha da jararaca /

Se eu escrevesse um diário /
tipo o diário de Anne Frank /
narrando os horrores inenarráveis da guerra /
que é mais guerra durante a paz das pombas /
diria que hoje e todo dia /
é dia de estratégia para armar a guerra /
mesmo na paz das igrejas /
eivadas de guerras semiológicas /
e batalhas teológicas /
refregas lógicas /
para desgosto das pombas de colarinho azul-pombal /
azul qualquer coisa além do céu de anil puro /
bebida da planta /
que dá um suposto sumo anil /
de anileira desplantada do azul do céu anil /
arrancada com raiz da terra negra da noite do anu /
- anum num bando que forma as moléculas de trevas /
a mole das trevas no edifício da noite /
feminina nos olhos e nos longos cabelos /
penteados com esmero /

Se começasse um diário hoje /
diria que todo dia é hoje /
ontem e amanhã é meramente abstracto, /
abstracção de um pedaço do espaço que chamamos tempo /
a porção móbil do espaço /
o pedaço que se desloca por ser leve /
de pequena massa ou mole /
no sentido da mole do edifício /
que se vê á distância /
e da mole que forma a palavra molécula /
exprimindo o significado de massa no radical /
não importando se grande ou pequena quantidade de massa /
se na mole do edifício ou no corpúsculo formado por moléculas /
como a mole da água corrente /
esbravejante na torrente veloz /
descendo pela escada do rio /
como se água fossem anjos a descer e subir na escada de Jacó /
( Sem embargo dos percalços que os há /
lá para lá do luar (bah!) /
há um ontem abstracto, /
abstraído da realidade do hoje, /
espaço em tempo real, natural, objectivo /
e objecto dos sentidos : /
objecto abstrato, ente mental, /
que é ontologicamente,/
mas não existe,/
não está no mundo, /
porém estava naquele tempo abstracto que denominamos ontem /
que a onomástica cobre tudo em equações de sentido ) /

Hoje(sic), no entanto, /
vejo o tempo como o espaço móvel,/
o espaço com mobilidade
ou, abstraindo o espaço, a mobilidade, o movimento ; /
enfim e menos abstractamente falando : /
hoje vejo o motor, /
conquanto o motor seria o que impulsiona o movimento /
e então "complexica" e "perplexica" o conceito de movimento /
para ironizar a perplexicação e complexicação /
ou a abstracção percebida no conceito anterior /
enfocada na concepção anterior de tempo /
não para inovar ou inferir outra categoria temporal /
porquanto o tempo é motor que se move sem motor /
arranco sem torque de quinhões do espaço /
elucubrados depois em equações com derivadas parciais /
que cantam o canto de Planck e Einstein /
( equações da luz e da propagação das ondas /
- equações de tudo o que se move /
e é motor ao se tornar móvel ) /
Sou Robinson Crusoé até na concepção do tempo /
não apenas algo que está na cadeia das palavras /
mas que transcende à teia das palavras /
que é uma teia conecta tal qual a da vida /
ou o ciclo da água ou do motor Otto de combustão interna /
mas também no entendimento que tenho de tempo /
de discrepa de Einstein e Newton( ai de mim!) /
e põe no mundo o tempo não apenas como algo natural /
consoante sói à filosofia natural /
porém põe o tempo como vocábulo /
que é algo que refoge à realidade plena /
e se refugia na realidade enquanto algo dado aos sentidos /
e que depois intelectualizamos no desenho do conceito /
e põe o tempo no mundo para além do simples ato de pensar /
e que pensa com a voz da filosofia natural que o tempo é objeto
presente no real /
e não apenas objecto dos sentidos ou da razão /
que observa os fenômenos no mundo contando-os /
graças ao intelecto humano e a diversidade dos indivíduos /
bem como pelo poder do uso da razão /
( exclua a grei miserável /
intelectualmente inerme /
inerte amorfa massa /
para os quais somente há uma resposta /
e uma verdade alheia a eles /
que não conseguem ser indivíduos /
porém apenas grupos /
rebanhos no pasto ) /
tirante estes infra /
há tantas respostas quantos indivíduos ,/
tantas verdades quantos são os indivíduos /
e se contam as inteligências não como sete /
porém quantos são os indivíduos /
também são as inteligências humanas /
graças a Voltaire e depois a Deus /
( natureza, da qual Deus é o símbolo mais palpável e sensível à
textura antropológica e
cêntrica, /
centrípeta força )./
Na verdade ( que é o bom em grego em grego antigo ) /
não existe a verdade, mas a filosofia; /
mas fora do falar grego tangendo para a metafísica /
nem a sequer existe a filosofia há... /
- o que há são filósofos /
meras representações do homem /
( alienação do homem em filósofo /
um ser menos que o homem /
porquanto o homem é tudo : /
monge, médico, monstro, gari, poeta, advogado, doméstica..../
enquanto o filósofo é apenas filósofo /
- um pedaço do ser do homem /
que nem é um homem /
porque parte do homem /
alienado numa profissão de fé /
mesmo no existencialismo ateu ) /

Não obstante, sou Robinson Crusoé /
uma personagem fictícia que encarno /
que somente é em mim /
no bojo do meu ser /
Sinto-me Robinson Crusoé num diário sem diálogo /
( Robinson Crusoé, cujo livro leio, li ontem ) /

Sou Robinson Crusoé /
e simultaneamente sou Anne Frank /
comentando a vida /
olhando para o espelho do tempo no pó da luz /
Ademais, a luz em pó no espelho do tempo em pó /
caído com o anjo decaído no pó do solo para ervas daninhas, /
( dente-de-leão no chão com a forrageira do anil por cima /
em céu de mil azul com flor azul ) /
dá-me olhos e olhar /
para perceber a luz que olho e faz o olho /
( faz o olho com um bisturi de luz ou obsidiana ) /
guardada na redoma do ato natural de fazer pensando /
Meditando silente olho o olho da luz /
olho no olho da luz /
( a luz é o olho que fabrica o olho e o que olho ) /
onde nado e navego com o olhar /
barco para outro mar à vela /
puro veleiro aproando à sotavento /
Nado na luz com os olhos /
piso na luz e nela abro uma picada /
um caminho que vai aos peixes /
que nadam dentro de mim em pensamento /
e fora de mim no azul para pássaro /
que outro nome que se dá aos crustáceos /
que voam incrustados no céu de pedra preciosa tracejada a lápis-lazúli /
ou viaja pelos olhos no azul da ametista /
viandante à sombra do teque-teque /
ou do atum no mar sem anum /
porquanto um anum no céu é quinhão de noite /
todavia um bando de anum faz a noite ser um anu-preto enorme /
esticado qual tapete persa num céu vivo /
para pássaros no azulão do dia /
e morcegos negros no negrejar da noite /
na calada da escura rumando para anum /
tecendo anu na maré alta em ondas negras /
de mar da noite /
pois a noite é um mar negro /
e uma necromante bela com cabelos longos nigérrimos /
de mulher jovem em pleno poder sexual /
no império sexual vasto da bela mulher /
longas as madeixas tal qual o império dela /
sobre os pobres romanos em campanha /
contra a rainha Cleópatra /
lá do Egipto antigo e fixo nas pirâmides /
signos e símbolos eternos /
que fazem pó da luz no espelho /
onde se olha a bela /
aonde ela vai mergulhar na luz /
com mel e leite no oceano perpétuo de luz /
que desmancha o tempo em pó /
e mantém rígidas as pedras das pirâmides /
e as rochas e gemas dos olhos /
asseverando que eu sou o tempo /
no azul do pássaro sobre as cordilheiras de costa a costa /
no verde abissal matizado nas algas que ambienta o molusco e o
tubarão-cabeça-de-martelo /
e no anul do céu aberto escuro para morcego e coruja pia /
que vasculha e bisbilhota a calada escura sem escusa /
- sou a substância do tempo /
e mesmo a gosma nojenta que move o espaço no caramujo /
porquanto espaço é porção do tempo deslocada /
movida como a areia que o vento toca /
- e toca viola, ó violeiro bom! /

Sou Robinson Crusoé e o mundo é minha ilha /
sendo o mundo o corpo que me circunda /
e o tanto de água para mar que sou /
em meu estado físico da matéria /
( expressão estúpida e científica, pomposa.
A estupidez científica é menos estúpida? /
ou menos estupidez ?! ) /

Se eu começasse um diário hoje ( amanhã?) /
tipo Anne Frank /,
o diário de Anne Frank, /
escreveria sobre a guerra /
tal qual Anne Frank escreveu /
sempre sobre a maldita guerra /
cavaleiro da peste e da fome /
cavaleiro negro da desgraça /
- a guerra é o demônio solto a cavalo /
galopando no mundo /
predador pronto e apto máxime para matar /
ferir com peste negra e fome amarela /
sobre o cavalo amarelo /
que galopa fosco no lusco-fusco /
até destruir o caminho do trigo /
até apagar as marcas dos pés do milho /
até apagar o fosco do amarelo no sol /
apagar o espectro amarelo nos pés descalços do trigo /
que anda até o pão /
este andarilho de longa peregrinação /
que é o trigo e o milho em bonecas com bastas cabeleiras /
para brincar de vida com as meninas /
( porque estamos em tempo de guerras /
quando todos os diabos estão no tempo /
como motor do mundo /
que gira sob seus pistões /
e, entretanto, teimam em dar o prêmio da paz para o promotor da guerra /
o senhor do conflito bélico /
onde pousa a águia peregrina /
e o falcão peregrino /
a fim de inviabilizar a percepção da guerra /
e desviar as ondas senoidais /
para a semiologia de guerra , sem paz, /
que comunica os horrores de um campo de concentração /
e um genocídio pretérito /
( holocausto é vocábulo mais caro ao desgosto dos irmãos judeus, ó
Kafka, Kiekiegaard! /
no abstracto aberto a todo pano
ao veleiro da imaginação no vento que sopra o deus Eolo da Grécia /
antiga, fazendo o presidente do império atual parecer a paz da paz, /
que a grei católica gosta de ver como o consolador Espírito Santo, /
um estado da alma mitificada /
ou mística na rosa e na cruz /
ambas pelo mar escarlate do sangue /
grego judeu romano celta vândalo godo visigodo /
engodo é que não é )./

Sou Robinson Crusoé numa ilha do pacífico,/
talvez atlântico, ou atlante, /
e mal grado a solidão monástica, estou em guerra, /
apesar da solitude de longa terra para um povo de pés no Rio Pó, /
paradoxalmente, estou sem paz, ainda à sombra das pombas /
porquanto não me deixo em paz à sombra dos caminhos /
que descaminham antípodas /
e fogem dos chinelos
das sandálias franciscanas ou havaianas
ou dos pés descalços das carmelitas descalças /
nos caminhos incansáveis e longos nas areias para os pés exaustos dos
pacificadores /
marcas nas areias velhas das ampulhetas /
que olham com cintilação das estrelas /
lá de cima da Nebulosa do Relógio de Areia. /
Sou Robinson Crusoé /
não obstante se eu fosse escrever um diário /
não seria como o de Anne Frank, /
embora ela descrevesse os horrores da guerra /
e eu saiba desses horrores dos homens no "front" cotidiano, /
da batalha perdida quotidianamente para o maldade humana /
Não falaria de mim /
( e estaria, inobstante, escrevendo sobre mim, uma auto biografia, /
ou quiçá "Memórias de um cínico com gosto de Menipéia" /
pois mesmo falando de objetos e de outros seres humanos, /
estou a falar de mim por meio desse reflexo do meu ego /
ou subjetividade ( objecto subjacente é o pensamento ) /
no que observo e ponho como objeto do meu logos não
grego, /
da lógica, Farol de Alexandria metafórico e real /
na simultaneidade que é o pensamento, /
ser no qual não se separa o tempo do espaço, /
conquanto nas palavras que traduzem o pensamento /
venha a abstracção, que não entra na intimidade do pensamento, /
o ser que nos põe no mundo enquanto seres pensantes /
e não apenas perceptivos e ativos pelo corpo. /
Agimos também e principalmente, e antes do tempo, pelo pensamento), /
falaria da minha idéia que perpassa, una, coerente, /
a tudo o que faço de objecto./

( Ah! a propósito! ( cruel propósito) : adoro os textos da
Menipéia...mande-mos mais /
ó monólogo em forma de leitor /
que me lê ou não /
ou que me leio enquanto escrevo e o pós-escrito /
pois eles ( os textos ) estão no plasma social, econômico, político,
axiológico, /
dentre outros universos correlatos /
( e todos os universos, no caso, são universos bolhas, /
paralelos, alelos, tais quais genes, /
processados no "sabat" ( "sabá") judaico e grego, /
os quais são alguns dos símbolos e arquétipos /
fundantes e constitutivos da mente humana, /
templo da ociosidade perpétua ) /

Eu sou Robinson Crusoé /
e tenho um modo de pensar e ler /
uma tese ( território ) no mundo /
e toda uma economia e um mercado negro /
não existiriam sem mim /
e seriam afectados por um ato hipotético, /
da minha inexistência real ou ficta /
social e individual /
pois se sou Robinson Crusoé /
devido à minha auto-consciência /
outrossim minha consciência me diz e assinala /
outros Robisons Crusoés no mundo /
captados pelos meus sentidos /
e também mensura a realidade e irrealidade /
da ficção que sou passando pelo caminho da natureza /
da física que me circunda e penetra o corpo /
ainda na mente com a dopamina e as endorfinas /
( porquanto a ficção tem existência mas não vida /
é real no ser que o pensamento faz com a imaginação e o significado /
e irreal em natureza física ) /
que, todavia, pode se tornar real /
ao nascer o "ovo" que encete o contexto ou teia /
que faça existir outro modo de pensar e ler /
o mundo social e, consequentemente, transcrevê-lo para o direito,/
ou seja, normalizá-lo, porquanto muito do que existe no mercado negro,/
ou é produto ou mercadoria do supramencionado mercado,/
se deslocaria para o mercado livre /
( não o do site homônimo, claro),/
mas para o mercado ordinário, /
livre ou regulamentado em lei, quando fosse o caso /
e se fosse, quando fosse. /

Sou Robinson Crusoé /
enquanto idéia e ideal /
com uma ideologia política /
ou céptico e mesmo cínico /
crítico sarcástico e incréu /
( As ideologias são complexos à parte, /
inclusive à parte do mundo real, da realidade, /
pois, obviamente, são idealidades, /
mas, concomitantemente, são mais que idealidades e realidades, /
são seres, entes mentais da espécie das Quimeras, centauros, /
entes cujos existência é meio real e meio ficta,/
corpos de dubiedades, /
se pudermos usar essa expressão ambígua /
para tentar exprimir essa ambiguidade lógica, real e imaginária /
ao mesmo tempo e no mesmo espaço mental e social ) /
assim como ferindo interesses de vários grupos poderosos /
que desejam que tudo continue /
como dantes sem quartel de Abrantes.) /
Sozinho no mundo /
sou Robinson Crusoé entre ilhas Maldivas /
usufruindo de plena solitude /
de quem está no campeonato de moto velocidade /
( motovelocidade é Valentino Rossi /
ninguém mais que Valentino Rossi ) /
com um adversário há mais de 20 segundo atrás /
e o outro 25 segundos à frente /
sem importar as posições do solitário em pista /
- piloto em solitude no autódromo /
e solidão na alma que acelera a Yamaha /
ganhando força no motor Otto /
ciclo Otto do motor /
roncando no torque da motocicleta /
do doutor Valentino Rossi /
um ilustre e típico representante da ordem da cavalaria medieval /
( cavaleiros de Malta e templários e hispitalários /
e um cavaleiro de triste figura escanchado desdenhosamente sobre um
rocim fraco /
na aventura quotidia na sob o põe das auroras em forma de rocio /
- claro rocio que gurada a imagem da lua amarela e recordata no papel /
de lua minguante ou quarto crescente /
ou novilúnio ou plenilúnio quando álacre e sorridente no céu negro ) /
- cavaleiro negro foragido de um Apocalipse escrito em rolos de pergaminho /
sob o capacete (antigo elmo do ambulante Dom Quixote de la Mancha ) /
e balaclava dentre outros adereços bélicos /
reminiscência de fato historial /
talhado no pó da armadura do cavaleiro templário medievo /
ainda em pé depois da vasta história e batalhas /
escritas com o sangue no fio da espada /
do monge e guerreiro na cruzada santa /
senhor da guerra do deus Marte /
e da paz do Jesus Cristo clerical medieval /

Cavalgando entre as ruínas da solidão /
ao ruído estridente(?) do motor Otto /
( lá vai o douto Valentino Rossi!) /
longe latitudes e longitudes das pradarias verdejantes /
mas dentro da minha alma na campina /
onde gorjeia o galo-da-campina ( Paroaria dominicana ) /
tribo de ave passariforme cuja família é a Fringilliidae /
na verdade é uma clade da família Passeridae ) /
fico eu cismando e cavando na flor do imaginário /
um espaço amarelo outro azul /
consoante faz a flor com suas pás com substância tiradas ao espectro da luz /
que desce lá do vôo peregrino da arara azul /
para a floração que cultiva o anil sobre o espaço incolor /
assim como fazem as flores com um ancinho /
pás e picaretas da matéria ondulatória da luz /
com as quais cavocam um espaço amarelo ou azul trombeta /
um pouco acima do solo /
cavado em anil meio-pedaço de céu /
ou o amarelo tomado às tintas das borboletas /
adejando na parte do espaço incolor /
movidas pelo tempo /
que não passa de um pedaço ou favo do espaço /
que ganhou energia com um movimento /
um moto remoto ignoto /
da equação algébrica descrevendo o primeiro motor /
ou primeiro movimento /
com motivo em flor anil /
ou amarelo primaveril /
cavando o espaço branco com duas pás do arco-íris /
iris dos olhos adentro /
ladeados no espaço branco do olho /
que cava a cor amarela e anil /
e o movimento no espaço em deslocamento /
que os algebristas chamam tempo ou função na equação literal /

Em solitude no cosmos imenso /
aberto em céus e espaço sideral /
fico assustado quando vejo /
um fantasma entrar /
ou passar rápido pelos meus olhos errantes na esteira de poeira da luz /
( seria um avantesma ou outro ego /
do outro lado deste mundo em que estou /
cravado como pedra no meu ego /
ou o que quer que seja minha subjectividade /
se a há de fato ) /

Sozinho no universo /
olho estrelas esparsas na noite /
e a estrela do dia /
no amarelo do sol em lápis de cor de Juan Miró /
( ai! que me lembro da infância das crianças que amei /
amor hoje assentado no pó do tempo /
que passou na velocidade do motor em equação de calor /
se não fosse o bebê que levo ao colo /
para o amor levantar do pó /
alegrar as ervas floridas no âmago do espaço amarelo ou anil da flor /
que colheu um pouco do céu e da mariposa ) /
ou quiçá de Wassyli Kandinsky /
da santa terra negra da Rússia de floresta negra /
bosque de bétulas /
tundras e mujiques cossacos /
homens do barro da terra de Chagall /
senhor e rei da aldeia russa /

Só na terra /
sei que sou monge /
poeta médico sábio erudito cientista músico artista /
guerreiro empresário imperador romano /
filósofo sou eu /
e mais ninguém /
pois não tem ninguém /
senão fora de mim /
e de quem eu preciso cuidar /
amar profundamente /
para que a ponte da alteridade /
seja construída /
em lugar do que era esquizofrenia /
autismo e psicopatia /
paranóia com megalomania /

Mas sou Robinson Crusoe na ilha /
- insulado no corpo /
e na minha mente /
capaz de absorver o infinito /
e o tempo pelo conceito-esperança da eternidade /
bem como o todo mergulhar no nada /
um mergulhão algo ao modo do Martim-pescador ou dos atobás brancos /
porém incapaz de singrar os sete mares de solidão /
que não acham porto seguro sequer na solitude /
nem tampouco na alteridade /
que se esforça com todo o amor /
com a paixão que toma o ar /
com odores corporais de fêmeas florais /
( imaginai as vaginais!) /

Em solitude no mundo /
somos Robinson Crusoe /
frente às gigantescas instituições /
as megalíticas fundações /
com a mole do edifício voltado contra o ser do homem /
escrito nos hieróglifos da solidão da pedra brutal /
ignorando o homem /
assim como o fazem as leis e estatutos das fundações /
associações, sociedades e outros monstros /
do novo eterno mito /
que põe as instituições como titãs heróicas /
e o indivíduo como uma pobre formiga ou barata-Kafka /
a ser esmagada sem piedade /
sob os pés do colosso de Rhodes /

Sou Robinson crusoé insulado da ilha sul /
usurpado do poder sobre mim /
conquanto jogado na solitude /
duma masmorra de leis na torre do castelo /
com a máscara de ferro pesando sobre o rosto /
grilhões nas mãos e pés /
na umidade do ergástulo /
ou na cela do monge medievo /
arrostando sozinho contra e a favor de todas as regras /
da ordem dos monges negros /
os temíveis beneditinos da Inquisição espanhola /
de triste memória /
com enclave entre terras de lenda negra /
- terra na madeira dos navios-piratas /
bandeira negra da caveira a celebrar a morte alheia /
( a morte sempr é alheia /
algo alienado do ser vivo /
olhando par ao que irá animar a caveira desenhada na bandeira /
tremulando ao vento que sopra seu espírito de ar /
da boca de Deus a encher os pulmões /
- as duas árvores da vida plantadas no corpo humano /
separados pelo coração ) /

Sou Robinson Crusoe /
porque somente sinto o mundo como sinto /
tenho a inteligência do mundo como eu sou /
e sendo faço o ser /
- ser o que eu sou e vejo e faço /
( o ser é meu pensamento e percepções misturados /
na união do sentimento e razão /
Sou um monge medievo longe arrastado do tempo /
por um motor alocado no espaço /
( motor que é o próprio tempo /
sendo o tempo nada mais que uma parte do espaço /
que se movimenta e movendo-se vira tempo /
ou se desdobra na palavra tempo /
que o acolhe em conceito /
esse novo fato natural ) /

terça-feira, 14 de junho de 2011

ESTELAR ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )

O tempo do homem
não é tempo natural
motor de mutação em natureza sempre-viva
em flora e abelha
no arroio de mel
depositados nas colméias
quando o sol embarca nas águas da ribeira
um brigue de mel
suscitado do embate da luz
com a água na corredeira
levando a canoa junto ao levante
ou à tarde tardia
ao olvido do lusco-fusco
que vinca a lâmina d'água
com as mãos de aragem sutil
a esculpir um Narciso em decrepitude
infenso ao suicídio passional

O tempo do homem
é algo que está enredado no retrato
nas redes que o retrato capta
num instante de luz e trevas
- luz vincando trevas
por todos os lados
pois tudo é quase treva
negro cavaleiro e penas de anum
madrugada fora
- calada madrugada!
onde não se escuta um filete de voz de galo...
nem o ruído do lápis a riscar o orvalho
( "Risque-risque" é a onomatopéia
na ponta do grafite do lápis riscando
no empuxo da mão imprimindo os contornos
também para nanquim
da China do mandarim )

O tempo do homem é algo que não está no tempo!
mas em algumas invenções do homem
as quais retratam a época
arquitecta uma era na catedral medieval
ou na teologia medieval
tão abstrusa e refinada
eivada de anfibologias
batendo o martelo para as bruxas
a se imiscuir com Íncubos e Súcubos
a fim de dar uma razão plausível
aos processos da inquisição espanhola
a inventar hereges
e perpetrar torturas heréticas e abomináveis...
- e toda a adjetivação para o anelo do homem
de destruir outros seres humanos
e aplacar sua demência atávica
sua megalomania renitente
que a cada tempo assoma
com uma renovada face maquiavélica
( Esse o único diabo de fato
que se imiscui nas leis
depois de engendrar no homem e na mulher
um descendente Íncubo e outro Súcubo
com o desiderato de procriar uma dinastia
longânime no tempo fotografado
onde a fotografia afia o olho do demônio zombeteiro
a olhar do fundo do sarcasmo
para o legado da miséria
que é o ser humano
enredada na luz para fenecer
drasticamente enfronhar-se na trama social-cultural
deixar-se levar pela ilusão edulcorante
que essa comédia põe em afresco de Giotto, Fra Angelico...
e por fim ser objecto de tragédia grega
com a morte o fantasma e a caveira em Hamlet
obra da esquizofrenia funda de Shakespeare
bardo de triste sina
como todos nós nos responsos do sino
a repicar para anunciar a presença do anjo da morte
- cuja presença é incontinenti
porquanto está no substrato da matéria e da energia
no corpo em mutação
e na alma sem salvação escatológica
Não há salvação na escatologia )

O homem é de um tempo....
que extrapola o tempo
em todas as Eras geológicas
Vive revestido pela túnica de um tempo
em que o retrato desenhou a luz
sobre as trevas com fuzis "incoerentes"
na grande noite no espaço sem luz
ou sem luciferação de pirilampo
de vagalume errabundo
em noite de trevas para lobos e gotas de chuva
a dedilhar o piano do rocio
que cai madrugada a fio
alimentada no pavio
da vela que molha o quarto de luz
aonde vão as mariposas
depois do vôo de piloto
sobre o deserto noturno
com dunas em azeviche pintadas
ou no piche da madrugada
que sobeja na voz do galo
cândido cantor de Voltaire

O tempo do homem está no retrato
que mostra as teias do tempo
nas invenções de época
na mobília ou no vestuário
no pensamento ou no modo de agir e amar
nos filmes e nos cantos...
nos amores que erraram
por vinhedos a vagar no lagar

O tempo do ser humano
prescreve todos os retratos
que estão dentro do retrato
e contam com luz e trevas
a história do homem
sob o mastro e a mesena
nas caravelas e no dilúvio
na catedral gótica
na fotografia do automóvel antigo
envolto no amplexo de enamorados
de outras décadas
escritas pela cor no retrato
e no papel que captou o instantâneo do amor
incomensurável nas vestes de época
no penteado dela
nos brincos e outras jóias
na pose da enamorada da vida
e no sorriso de então
que era outro sorriso
a fundar outro tempo
e outra paixão no tempo
que nunca se esvai ou exaure
nos adereços da mulher
ou da criança que veio ao lume
e tomou todo o espaço temporal
ajuntando o pó do tempo
na teia de aranha do seu corpo franzino
perenemente amado
mesmo quando os olhos
mexem a miscelânea de outro tempo
no aglomerado estelar das Plêiades
- As Plêiades : Objeto Messier 45

O retrato pálido, lívido, "levedado"
mascarado de tempo
estagnado na poça de luz e da matéria escura que o segura
baila no "carnaval do arlequim" de priscas eras
moldando no pó de suas histórias submersas sob camadas de várias histórias
verdadeiras arqueologias do conhecimento e do saber
que Michel Foucault tanto queria desvelar...
mas enlouqueceu antes do dilúculo!...
e ficou no retrato do homem
na imobilidade pétrea
do último tempo à luz
- no derradeiro debuxo de luz
torrente de mel para geometria de alma
sempre penada em noite de anum
com suas penas pesadas de trevas
segundo o Livro dos Mortos egípcios
de onde nos olha uma felicidade lúdica
no olho da criança querida
e nos envolvem o cálido amplexo da mulher amada
no tempo do amor
que a fotografia registrou
e jamais pode olvidar
à luz solar
num solar com solo para andorinhas pardas
caindo na tarde
com abóbada escarlate a refulgir gloriosa
demonstrando que a vida fica
ainda que seja num retrato
encalhado nas águas correntes ou lacustres do tempo
- do tempo no retrato!
que é toda a eternidade dada ao homem
ainda que em tatibitate...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

ÁRABE ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )

Agua entra por um paul /
e sai por outro paul /
- água em paul /
é saracura ou jacaré /
( jacaré é água /
saracura émenos água /
mas aquática é ) /
ou ave do pantanal mato grossense /
- imenso e esparramado tuiuiui /
voando pelos céus esgarçados /
ou deitado no ato de serpentear /
por entre terras de todo modo /
- modo de rocha ou barranco /
ou ervas no caminho /
a caminho do tronco do ipê roxo /
ou das lianas que trepam feito serpentes /
nas muralhas extensas /

Água ronda e rói moinho /
rui moenda /
move moinho /
motiva moleiros /
movimenta-se e se arrasta no cipó e no vento /
- no vento do moinho /
no vento em popa /
a bombordo ou estibordo /
barlavento ou sotavento /
na palmeira que balança o vento /
em suas palmas verdejantes /
de brilho verde de sol /
e não verde de buritis /

Água sopra moinhos /
- moinhos de vento /
de vento em popa /
ou aproando para a tamareira /
o coqueiro dançante /
- louco dançarino em frenesi /
enlouquecido pelo vento ensandecido! /
( Água é um paul em inércia /
até a primeira força centrípeta /
ronronar no motor de popa /
motor de proa /
a aproar para a ilha /
insulada no arquipélago de Galápagos ) /

O sol puxa a água para cima /
leva-a ao cimo /
até a nuvem /
Oh! nefelibata! /

Nefelibata água /
que pisa nas nuvens /
anda e desanda nas nuvens /
"vive" nas nuvens /
com pés descalços /
da carmelita descalça /
Santa Terezinha do Menino Jesus /
com pés enxutos! /
e desce num aguaceiro /
pela perna da água pernalta /
da ave pernalta que levanta vôo /
- a pernalta ave /
denominada saracura /
a saracura do brejo /
amante da lagoa /
em perene solitude no paul /
deusa do paul /
eremita de paul /
descalça no paul /
não carmelita /
mas ser mais livre /
que o vento quanto bate na palma da palmeira /
ou no moinho de vento /
que sabe a Van Gogh /
e sabe a Monet ) /

A água sai por baixo /
escapa da mão /
entra na erva /
- erva adentro vai /
é seu destino /
dentre outros destinos /
a caminhar no mel /
no anel do mel /
em gotas milimétricas /
escorrendo pelo abdômen da abelha /
( Arrostando o destino das águas /
a me mover por dentro e por fora /
vou sabedor de que talvez ninguém me espere /
no marco zero em que a lua deixou o palor /
do luar em noite de dama-da-noite /
espargindo fragrância /
junto aos jasmins ou bogaris ... /
no candor do alvor /
de barra da alva /
flor de laranjeira em aleia /
alameda leda /
e estrela da manhã inteira /
- estrela do orvalho /
sentenciado madrugada fora /
até galo na aurora ) /

Água que entra pelo pé da erva /
ou voa no ar /
flutua /
flui /
fluente no afluente /
no riacho que acho ancho /
na uva que dá em cacho /
na umidade do cacho /
e nos cachos encaracolados da cachoeira /
- nos cachos espumantes da cachoeira /
rolante cachoeira na torrente /
tonante tonitruante e sempre avante! /
a se esgueirar entre pedras /
- entre as pedras cinzas /
ou acinzentadas pelo lamber da tinta das águas passadas /
nas línguas das águas pretéritas /
- águas que movem moinhos /
na água e no vento /
moinhos de água e vento /
e seus pássaros moleiros /
mandriões impávidos na procela /
que arranca o mar do fundamento /
e despedaça o brigue à deriva /
na vela branca pintalgando a paz /
- a paz branca de medo /
indo para o fundo do mar /
soçobrado o brigue /
em "Pax romana" /
a pior paz /
- paz com pá de cal na cova rasa /
do soldado vivo!!! /

Água entra no líquido /
invade o espaço gasoso /
evola no ar /
navega no mar /
se fecha no gelo hermético /
na mais sólida geleira /
desce na escada branca da geada /
a passo branco e brando de neve /
e gira em ciclo /
- o completo ciclo da água /
que toma todos os estados /
como se fosse um general do Império Romano em campanha /
a conquistar a Terra /
e com a águia tomar o céu /
que água corre em corpo de águia /
e da harpia que pia pequenina /
com o bico aberto no ninho /

Água tem estado por aí e aqui /
no estado do czar /
santa Rússia de estepes e tundras /
mujiques e cossacos /
Outrossim no estado sólido do "iceberg" /
entre o calor que a derrete /
ou ferve-a até que evole pelos caminhos espiralados no ar /
e o frio que torna sólido o seu estado /
dos gases que sopram o espírito na letra do homem /
quais anjos nobres a soprar trombetas /
anunciando o rei e a parusia /

Água a rumorejar na fonte rumorejante /
que rumoreja morro abaixo /
descendo o monte em cascatas saltitantes /
à moda das cabras montesas /
a nadar no peixe... /
a envolver o peixe /
por dentro e por fora /
nos dois mundos do peixe : /
o mundo de água por fora /
e o mundo de água por dentro /
pois o peixe nada dentro da água /
mas a água nada dentro do peixe /
e também salta o que salta o peixe /
salta junto ao peixe /
dourado ao sol no anzol /
- do peixe que nada é /
e não nada mais na piscina /
se não tem a água /
que lhe nada por dentro /
e a água em que ele nada fora /
água tônica /
( água-túnica! para deleite d'alma /
refrigério e regozijo do espírito do vinho) /

água da vida em abundância /
porquanto sem água /
o peixe volta ao nada /
nada para o nada célere /
pois a água o conserva em vida /
destila a alma do arroio ao rocio /
é fonte de toda vida /
vida abundante /
em abundância pedra afora /
- fluir de que fala Jesus Cristo /
e com que batiza João, o Batista /
profeta de alto coturno /
Outrossim a água é "insetivante" para insetos avante na chuva /
a qual enceta o espetáculo do saltimbanco Moisés bíblico /
o prestidigitador Moisés /
ser anfíbio nos girinos e demais anuros /
porquanto sem água girando no girino adentro o corpo pára /
fora e dentro /
- pára e queda!!! /
sem pára-queda /
no serafim que se apaga /
não mais lucifera nos pirilampos noctívagos /
e cai em queda de anjo e arcanjo retinto /
para o qual arranjo é banjo /
ou banho com imersão na torrente batismal do Jordão de João /
( a água só é pára-queda na chuva ) /
mesmo porque a água que resta /
em corpo de cadáver /
está quase seca e estagnada /
apenas cumprindo a função de chamar a vida /
que então atende com batalhões /
de vermes, fungos e bactérias devoradoras de tecidos mortos /
na invasão das legiões romanas naturais /
a atacar corpos mortos /
e o peixe sem água é peixe sem vida /
ou peixe sem alma /
se fosse cristão /
como o símbolo /
mas e pagão como o latim do romano /
no tempo em que o império era romano /
e Roma o mundo em latim e legião /
duas falanges hostis aos bárbaros /
( Sem água o peixe pagão volta ao nada /
- nada no nada /
retorna ao símbolo cristão do peixe /
na parábola do milagre dos peixes /
porque sem água o corpo perece /
falece, ocorre a falência dos órgãos /
uma vez que a água restante /
vai para a secante /
da vida tangente /
nos senos e co-senos da desidratação /
em trigonometria sem oração /
que matéria viva /
é torrente de água viva /
corrente na cachoeira /
e dentro das guelras do peixe em nado /
que vivo está em pleno exercício do nado /
e morto do nada/
sem alma para animar /
- o animal da água /

Todavia todos somos peixes : /
peixes de barro /
do barro de Manoel de Barros /
Manuel Bandeira /
do João-de-Barro /
ave passariforme /
( a água vive no "peixe" do João-de-barro /
no ser písceo que nada dentro do João-de-barro /
pássaro com água /
- que pássaro com água é ave viva /
e ave viva é água viva! ) /
outrossim Adélia Prado /
( sonho de prado seria flor?! /
sob luar no orvalho a cantar /
o gotejar da noite escura /
no escuro impuro ) /
e também Ledo Ivo /
ledo na madrugada de rocio cantante e silente /
antípoda de antípoda /
antífona de antífona /
assim como sou e o foi minha avó /
enquanto em natação por dentro e por fora /
- nadadora ou peixe dentro de si /
e fora de si! /
ó bem-ti-vi-do-brejo /
inexistente na ornitologia! /
dos ornitilologistas sem pássaros /
empós o dilúculo /
em réstia de luz /
- pano ou tecido amarelo de luz /
que aponta antes da manhã tecelã /
tecer toda a túnica inconsútil do dia ) /


Água é matéria plástica /
quase imaterial ou anti-matéria /
Artista plástica /
- mais plástica que Joan Miró ou Paul Klee /
Michelângelo Buonarotti ou Rodin /
Rainer Maria Rilke ou Kafka /
- mais plástica que o plástico /
o plástico sintetizado pelo humano inumano /
produzido pela indústria do homem /
industrioso ser /
cuja indústria produz um silêncio de pedra /
originário de um reino geológico /
que era em Eras /
de um passado enorme /
quase enterrado no eterno /
ou nas geleiras das Eras Glaciais /

Água é inteligente /
inteligência nata inata /
ou inteligência em ato /
nata da inteligência /
nata da inteligência /
inteligência da vida /
viva inteligência /
( ou seria fato /
agora que escrevo /
e quando a água escreve na areia /
e na rocha e nos corpos por dentro /
abrindo o livros dos genes /
o livro do Gênesis de dentro?!/
Ou seria fato /
algo posterior ao ato /
ato passado /
que não é mais ato /
mas sim fato /
pois ato é presente /
presença no ato /
do teatro da vida /
quando a escrevo /
ponha-a em história /
ponho água na história /
nesta versificada história da água?!) /

Água que é água /
sabe tudo de geometrias /
álgebras e matemáticas /
aritméticas e algoritmos /
arabescos e motivos florais /
axiomas e escólios /
corolários e razão suficiente /
ser e tempo e espaço /
e ritmos mosaicos em Mozart /
- Mozarts e mosaicos ritmos /
logaritmos costurando leis mosaicas /

Água mensura terra /
denuncia ondulações na terra e na água /
anuncia ou enuncia vento /
sopro de vento angélico /
( antes gélido que angélico!/
para ser bem cínico filósofo /
apos o cinismo virar cristianismo /
e depois Direito romano /
que é todo o Direito /
que sobrou para os povos /
- míseros povos! ) /
´´agua demonstra a gravidade /
e a escrita do relógio do sol em raios /
a mão do sol com calor /
tecendo a história da vida /
e da arte que o sol fez passar por cada reentrância do solo /
nos desvãos que ficam em ângulos /
cavados no chão /
em senos e co-senos /
nos buracos que desnivelam o chão /
que esteja calçado por cerâmica /
ou por cimento grosso /
a grosso modo posto /

Água, agua, água...: /
- água de dar sede ao pote! /
ao pote de barro de minha avó "mariinha'"/
de um minúsculo "m" no apelido /
mas um "m" que ponho no lugar do "n" de álgebra /
- de hábito de álgebra e arabesco de pura beleza /
no coração árabe que estava escrito no Corão /
- no coração da minha avó /
mulher da mais doce safra /
outrossim escrita estava ela /
na sura ' As Mulheres" /
do magnífico Alcorão /
livro santo do profeta /
escrito de oitiva /
- ouvindo a voz do anjo de Alá! /

sábado, 11 de junho de 2011

GLOSSÁRIO ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )

O maniqueísmo, que coloca as tensões mais populares : o bem e o mal,
em confronto , enquanto antípodas, não foi elucubrada por nenhum
Maniqueu, ou Mani ou Manes, não importa, mas já estava desde os
primórdios da irrupção da inteligência, na estrutura do cérebro
humano, aguardando palavras
e ritos que a representassem condignamente ou fidedignamente.
Em Platão acha-se inserida no sumo bem que, buscando antagonista, ao inserir o
bem, já, neste ato de inserção estabelece ou põe ( em "tese"!) a idéia
do mal. A "maniquéia" está no arcabouço cerebral, é um símbolo com
signos a desenhar geometricamente e na abstracção que a geometria faz
com signos, que são símbolos dos quais são despojados de quase tudo,
como numa obra pictórica de Miró ou Kandinsky, para representar a
primeira partícula da escrita livre da hierografia dos hieróglifos e,
concomitantemente, da "geografia" ( geóglifos ) dos símbolos, os
quais, antes de ser símbolos, são imagens naturais. Essa "partícula"
da escrita é, outrossim, unidade mínima da fala ou voz "fonada",
sonorizada, fonética ou som, enfim. É o canto ou grito primevo,
avoengo, quiçá atávico. Atavismo?
Outrossim, nos pré-socráticos, na Tanach, no Corão, no zoroastrismo,
de onde deve tê-la conhecido Mani (Maniqueu), se houve tal personagem
fora da história, ou seja, nos
labirintos da existência ou realidade, que não tem história ou escrita
( história e escrita é o mesmo, essencialmente), exceptuada, a
história dos sinais, que não é história mas marca no corpo ( geóglifos
naturais ou escrita da natureza, que o faz também geneticamente,
memeticamente e consoante as circunstâncias do meio ambiente ), e
toda a semiologia do corpo, que a natureza marca, grafa, desenha, com
indelével energia, debuxa em hieróglifos ou geóglifos, que é o que
ocorre com o corpo escrito durante o transcurso de uma existência
individual e coletiva
( família, espécie, gênero, ordem, filo, enfim, toda a nomenclatura da
taxionomia pode engrossar o caldo do glossário ).
A história são palavras ; palavras imbricadas numa sintaxe, que é uma
forma de lógica ou de inteligência ordinal ; todavia, conquanto os
seres humanos desejem ardentemente que as palavras existam e com elas
os homens ou seres e coisas que elas, as palavras, nomeiam, não
obstante o anelo ardente, ardoroso, palavras não existem, apenas
participam de uma essência humana, são essências escritas, descritas,
narradas, discursivas, dissertativas, conforme a história a ser
contada exija, ou seja, consoante a história seja uma história com
personagens humanas, narradas ( conto, romance, poesia épica, ) ou
cantadas e ritualizadas ( drama, comédia, tragédia, poema ) ou que
ponham à baila personagens não humanas, tais quais são as idéias,
dentre outras formas de contar uma história que, em verdade, conta-se
como uma, no conto, no teatro ou no poema ou na dissertação filosófica
ou científica, no entanto, dentro ou no bojo dessa história
aparentemente única, "individual", enquanto história, individuada,
enfim, são miríades de histórias subjacentes à história em foco,
visível, legível, nas letras, na literatura ou na voz dos atores
teatrais ( as personagens, "persona"), porquanto a história nunca é
algo de verve individual, mas sempre um ato coletivo. Vide "diário de
Anne Frank", por exemplo meditativo ( "diário" aqui excogitado é um
espaço "em espasmos" para meditar sobre o público e privado; a escrita
nunca é privada, mas sempre pública, ainda que não publicada, a
publicidade está em sua essência. Essência em sentido lato, não
estrito do termo).
A palavra é é criada ou inventada no cérebro, ou pelo cérebro, em sua
transmutação social para "mente", ou seja, coletânea de signos e
símbolos culturais, quer dizer, públicos, pertencente à comunidade;
trata-se de uma simples convenção, a palavra, quer dizer, uma
realidade cultural, meramente cultural, uma manifestação de cunho
cultural, porém não natural, e existencial apenas no âmbito do ser
humano, enquanto ser da maniquéia, essa máquina produtora do bem e do
mal, "Além do Bem e do Mal " em Nietzsche, o qual, outrossim, se
envolveu com a maniquéia.
A palavra, portanto, não é a realidade propriamente dita; entretanto,
não se furta de ser uma vivaz representação da realidade, que é o que
é a palavra em discurso ou isoladamente e no conjunto frase-oração,
que tecem a história ( história significa "tecido" em grego, ou em
versão grega dos etimologistas supimpas, eminentes, entes
veementes,sujeitos à maniquéia pensante, perene a florescer ). Somos
todos maniqueus; no entanto, cônscios disso ninguém o e´, até hoje.
Gostamos mais de ser jesuítas, jesuítas, jesuados, jejuados, jebuseus
em jejum.
A palavra é, de certa forma, o homem vivo : ela guarda o homem em si,
encerrado, emparedado vivo na palavra, na voz que deixa aos
alfarrábios, que continuam predicando depois do homem morto a
milênios.
A forma discursiva, quer seja literária, matemática, algébrica,
geométrica, filosófica, artística, enfim, preserva o homem vivo, pois
abre uma outra existência para o ser humano, uma existência no bojo da
essência e não da existência real, lá fora. O "lá fora" ou mundo
escachoado na cachoeira e sem ser.
Todos nós, doutrinariamente, somos maniqueístas, somos maniqueus,
estamos na corrente da maniquéia, que pervade todo o pensamento
humano, ou talvez esteja seja percebida na existência, ou natureza, ou
física, como dizia Aristóteles, o filósofo, através ou por via do
conhecimento, ao menos, na causa e efeito, que guarda similitude com a
doutrina maniquéia; essa, o maniqueísmo, é a doutrina que perpassa
invade todo o conhecimento.
Contudo, não é uma doutrina ou teoria de Maniqueu, um determinado e
determinável indivíduo, conforme sói pensar o erudito simplista,
pressuroso; trata-se, possivelmente ou provavelmente, quiçá, de uma
manifestação coletiva-cultural-intelectual de incontáveis Maniqueus,
os quis irromperam antes ( muito antes, no pré-antes de antanho ) e
depois de Cristo; pós "Anno Domini".
O jornalista, em geral, bem como o cientista, via de regra, o
filósofo, teólogo, poeta, o artista e artífice e artesão, o
engenheiro, enfim, o ser humano produtivo, com produtividade,
eficácia, os eficazes e os eficientes, mesmo sendo mui qualificados em
seus ofícios, diferentemente dos senhores em sinecura, não percebem,
não são cônscio, em grau elevado, em argúcia ferina, sobre o tema e
sobre o meta-tema sobre o qual se debruçam, clínicos, sobre o texto
que está escrevendo ou que já escreveram ( ou estão pintando,
debuxando, esculpindo, sem o tom arguto de Goya ou Brueguel, artista
genial da escola flamenga, engenheiro da beleza e de ver com
perspicácia holandesa, que na Holanda ou Países Baixos a perspicácia
pictórica vem de Brueguel e na Espanha, de Goya; esses os doutos em
arte, não meros mestres ); já os produtivos comuns, nem sabem ler ao
que subjaz ao seu escrito ( muitas vezes o escrito e maior que eles!,
quando, então, ocorrem aqueles interpretações imaginosas! ou
inimagináveis), ou seja, sobre a doutrina que pervade seus escritos,
no qual eles estão imersos como peixes na água do mar ou doce; a
saber, no caso, o maniqueísmo, a maniquéia, a qual, penetrando seus
escritos frágeis, simplistas, rasos, torna seus objetos e ciência ou
filosofia, teologia ou arte, obsoletos, velhos, antiguados,
decrépitos, caducos... porquanto seu fundamento ou fundamentação é
aquela doutrina primeva, que
estrutura o cérebro humano: o maniqueísmo, a maniquéia, esta espécie
de "deus ex machine!", um nada, absolutamente nada de novo, na
constatação inexorável do vetusto Eclesiastes, de seu Predicador, um
maniqueísta doutrinal, douto... quando iluminado pelo sol búdico,
preclaro, a cintilar na manhã de sol a iluminar ou luciferar ( ou de
Buda?!)
Contudo, não é somente o jornalista que não percebe...: a ciência ( a
ciência são seus cientistas objectados ou "subjetados" dentro dos
limites ou lindes de seus objectos lindeiros) , sob suas atividades
submissas ao objecto e ao método "para Celso" ou Paracelso, bem como
também o filósofo e o artista, ambos e todos, excepto aos engenhos e
aos sábios que mantiveram vias as enzimas sub-linguais, as papilas
gustativas, excetuados esses gênios raros e livres, os privilegiados,
distantes do rebanho mefítico em trote constante, os demais ( "os
muitos demais, os supérfluos", diria Nietzsche, o que não digo, pois
não considero ser humano algum supérfluo e pensar assim é um perigo
para si e para todos, rebanho ou escol ), esses não percebem que o
maniqueísmo ( e não o marxismo, que é um maniqueísmo moderno) é o
fundamento ontológico, filosófico e teórico de sua doutrina, que o
maniqueísmo é a doutrina ou gnoseologia sub-reptícia, uma gnoseologia
que leva à noética, a ontologia, à epistemologia, enfim, a toda a
ciência crítica, toda a ciência que não é mera herptologia.
É mister observar ou constatar quão presente em todas as ciências
está o maniqueísmo. Senão vejamos ou viajemos na maionese.
Na física a maniquéia pode ser observada na dicotomia : energia
versus(?) matéria ; óbvia na atuação ou percepção das forças
centrípetas e centrífugas ou inércia e força ; na termodinâmica calor
e frio; na eletricidade : positivo e negativo ( elétrons e prótons);
na química as mesmas forças antagônicas a jungir os opostos; no amor
os sexos femininos e masculinos; nos juízos axiológicos : certo ou
errado ; no silogismo, ou lógica, nos conceitos ou juízos de valor
sobre o que é verdadeiro ou falso, presentes também na matemática,
álgebra, filosofia, geometria, enfim, em todo o comportamento
intelectual, social, sexual, científico, jurídico... do ser humano,
para não falar de causa e efeito, princípios do conhecimento, dentre
outros princípios que regem a razão e orientam a ciência.
O maniqueísmo, doutrina aonde o imbecil travestido de jornalista (
ninguém é imbecil, nem um ser humano o é ; trata-se, aqui, de uma
personagem literário ou filosófico para poder ser posto a atuar neste
teatro de letras, pois os seres humanos merecem respeito) se apóia, é
a dinâmica teoria que move todas as ciências! , todas as atividades
cognitivas do ser humano.
A ciência toda, a filosofia toda se funda nela, é uma doutrina
fundante do conhecimento, já está antes dos pré-socráticos e dos
magos egípcios; logo, o jornalista. personagem eleita para este drama
ou trama da razão, fica entre a verdade e a mentira, nas suas
análises fúteis, simplistas, simplórias e pueris dos psicólogos (
outra personagem teatral do autor ) e outros "filólogos" ( vamos
dizer "filólogos", mesmo porque o termo é quase obsoleto depois das
semióticas, semiologias...), os quais levam a sério ( a comédia!...:
de Dante ou Aristófanes, na comédia "As nuvens", cujo tema são os
nefelibatas, que, no caso do comediógrafo grego, era Sócrates, o
nefelibata de Aristófanes!... ), tomam a sério as elucubrações gastas
ou desgastadas, obsoletas mesmo, "enervadas" num obscuro conceito, de
um psicólogo "iluminado" ( pela mídia sem Midas!), o qual trata sobre
a estrutura do cérebro, órgão este ( o cérebro é órgão? ) capaz de
se auto-enganar ( novidade!), relacionando a isso, para tornar o
texto chique-chique, a oligárquica e antiguíssima questão,no Brasil,
e no mundo, de um ministro corrupto ( ou outra personagem da cena
política ) , como eu poderia ser, se no poder ( e, provavelmente
seria, pois não há salvação, senão em Cristo ( aquele chato, bondoso,
de olhar terno!...) ou você ( não? - já o somos sem o perceber ou
agir!, até no que escrevemos apressadamente, pressurosamente! ou o
próprio redator da dissertação, sempre com a mesma pobreza irritante
de espírito...: Ele é um bem-aventurado, na doutrina de Cristo, digo,
de Maniqueu ou Mani, que a Wikipédia, na ingenuidade curial, diz que
Maniqueu é uma denominação errônea, no constatar da Wikipédia, que
diz da "errata" e posteriormente, como se eles, os de Wikipédia,
soubessem algo sobre o Mani ou Manu ou Maniqueu, pois eles mesmo, os
"Wikipedianos" ou "Wikipedintes", mendicantes frades,, logo abaixo,
dizem que nada sabem sobre o Mani ou Manes ou Maniqueu, conquanto,
comicamente, consideram errôneo o que nem sabem... Como somos
idiotas! ( nós, humanos, sem ofensa aos indivíduos, que não o são,
obviamente, pois assim eu estaria a me prejudicar). Errata!
O que aconteceu com a personagem do cenário político ocorre todo
dia, aqui e alhures ; então sacamos a doutrina de maniqueu para
mostrar que somos honestos e existe o mal!... e os escribas celebram
esse mal alheio, como se não fosse o próprio, pois não há bem ou mal
algum, excepto na teoria do conhecimento, cuja idéia mestra é o
maniqueísmo, a maniquéia, seu tema nuclear, seu cerne, o qual sustenta
e guia as ciências físicas e metafísicas, sustém o pensamento humano,
mantém vivo o espírito humano.
A maniquéia, sua função na formação do intelecto, é uma idéia
autêntica, genuína, originária, já está escrita na epopéia de
Gilgamesh ou Gilgamexe, rei da Suméria ; no livro do "Gênesis", da
Bíblia, ou Torah, ou Tanack judaico, na escritura sagrada ou sacra, ou
profana, do induísmo : Maabárata ( Mahabharata ), Ramáiana (
Ramayana) , Vedas, Upanixades ( Upanishad ), Bagavadguitá ( Bhagavad
Gita ), dentre outros, fundada numa meta-leitura, pois a leitura já
não traz novidade alguma : jaz sub-Eclesiastes ; hoje é essencial uma
meta-leitura.
O maniqueísmo, que coloca as tensões mais populares : o bem e o mal,
em confronto , enquanto antípodas, não foi elucubrada por nenhum
Maniqueu, ou Mani ou Manes, não importa, mas já estava desde os
primórdios da irrupção da inteligência, na estrutura do cérebro
humano, aguardando palavras e ritos que a representassem condignamente
ou fidedignamente.
Em Platão acha-se inserida no sumo bem que, buscando antagonista, ao inserir o
bem, já, neste ato de inserção estabelece ou põe ( em "tese"!) a idéia
do mal. A "maniquéia" está no arcabouço cerebral, é um símbolo com
signos a desenhar geometricamente e na abstração que a geometria faz
com signos, que são símbolos dos quais são despojados de quase tudo,
como numa obra pictórica de Miró ou Kandinsky, para representar a
primeira partícula da escrita livre da hierografia dos hieróglifos e,
concomitantemente, da "geografia" ( geóglifos ) dos símbolos, os
quais, antes de ser símbolos, são imagens naturais. Essa "partícula"
da escrita é, outrossim, unidade mínima da fala ou voz fonada,
sonorizada, fonética ou som, enfim. É o canto ou grito primevo,
avoengo, quiçá atávico. Atavismo?
Outrossim, nos pré-socráticos, na Tanach, no Corão, no zoroastrismo,
de onde deve tê-la conhecido Mani (Maniqueu) ou Manu, que é o Adão
mítico hindu que, no entanto, não representa um indivíduo, porém sim
uma comunidade de homens sábios, eruditos e vigorosos, que dominaram
a humanidade em sua origem, se houve tal personagem ou tais
personagens comunitários fora da história, ou seja, nos labirintos da
existência ou realidade, que não tem história ou escrita ( história e
escrita é o mesmo, essencialmente), exceptuada, a história dos
sinais, que não é história mas marca no corpo ( geóglifos naturais ou
escrita da natureza, que o faz também geneticamente, memeticamente e
consoante as circunstâncias do meio ambiente ), e toda a semiologia
do corpo, que a natureza marca, grafa, desenha, com indelével energia,
debuxa em hieróglifos ou geóglifos, que é o que ocorre com o corpo
escrito durante o transcurso de uma existência individual e coletiva (
família, espécie, gênero, ordem, filo, enfim, toda a nomenclatura da
taxionomia pode engrossar o caldo do glossário ).
A história são palavras ; palavras imbricadas numa sintaxe, que é uma
forma de lógica ou de inteligência ordinal ; todavia, conquanto os
seres humanos desejem ardentemente que as palavras existam e com elas
os homens ou seres e coisas que elas, as palavras, nomeiam, não
obstante o anelo ardente, ardoroso, palavras não existem, apenas
participam de uma essência humana, são essências escritas, descritas,
narradas, discursivas, dissertativas, conforme a história a ser
contada exija, ou seja, consoante a história seja uma história com
personagens humanas, narradas ( conto, romance, poesia épica, ) ou
cantadas e ritualizadas ( drama, comédia, tragédia, poema ) ou que
ponham à baila personagens não humanas, tais quais são as idéias,
dentre outras formas de contar uma história que, em verdade, conta-se
como uma, no conto, no teatro ou no poema ou na dissertação filosófica
ou científica, no entanto, dentro ou no bojo dessa história
aparentemente única, "individual", enquanto história, individuada,
enfim, são miríades de histórias subjacentes à história em foco,
visível, legível, nas letras, na literatura ou na voz dos atores
teatrais ( as personagens, "persona"), porquanto a história nunca é
algo de verve individual, mas sempre um ato coletivo. Vide "diário de
Anne Frank", por exemplo meditativo ( "diário" aqui excogitado é um
espaço "espasmódico" para meditar sobre o público e privado; a escrita
nunca é privada, mas sempre pública, ainda que não publicada, a
publicidade está em sua essência. Essência em sentido lato, não
estrito do termo).
A palavra é é criada ou inventada no cérebro, ou pelo cérebro, em sua
transmutação social para "mente", ou seja, coletânea de signos e
símbolos culturais, quer dizer, públicos, pertencente à comunidade;
trata-se de uma simples convenção, a palavra, quer dizer, uma
realidade cultural, meramente cultural, uma manifestação de cunho
cultural, porém não natural, e existencial apenas no âmbito do ser
humano, enquanto ser da maniquéia, essa máquina produtora do bem e do
mal, "Além do Bem e do Mal " em Nietzsche, o qual, outrossim, se
envolveu com a maniquéia.
A palavra, portanto, não é a realidade propriamente dita ;
entretanto, não se furta de ser uma vivaz representação da realidade,
que é o que é a palavra em discurso ou isoladamente e no conjunto
frase-oração, que tecem a história ( história significa "tecido" em
grego, ou em versão grega dos etimologistas supimpas, eminentes, entes
veementes,sujeitos à maniquéia pensante, perene a florescer ). Somos
todos maniqueus; no entanto, cônscios disso ninguém o e´, até hoje.
Gostamos mais de ser jesuítas, jesuítas, jesuados, jejuados, jebuseus
em jejum.
A palavra é, de certa forma, o homem vivo : ela guarda o homem em si,
encerrado, emparedado vivo na palavra, na voz que deixa aos
alfarrábios, que continuam predicando depois do homem morto a
milênios. A forma discursiva, quer seja literária, matemática,
algébrica, geométrica, filosófica, artística, enfim, preserva o homem
vivo, pois abre uma outra existência para o ser humano, uma existência
no bojo da essência e não da existência real, lá fora. O "lá fora" ou
mundo escachoado na cachoeira e sem ser, independe da essência, algo
puramente humano, apriorístico. O universo natural é história, em seus
signos "geoglíficos" ou geoglíficos : um " a posteriori".
Todos nós, doutrinariamente, somos maniqueístas, somos maniqueus,
estamos na corrente da maniquéia, que pervade todo o pensamento
humano, ou talvez esteja seja percebida na existência, ou natureza, ou
física, como dizia Aristóteles, o filósofo, através ou por via do
conhecimento, ao menos, na causa e efeito, que guarda similitude com a
doutrina maniquéia; essa, o maniqueísmo, é a doutrina que perpassa
invade todo o conhecimento.
Contudo, não é uma doutrina ou teoria de Maniqueu, um determinado e
determinável indivíduo, conforme sói pensar o erudito simplista,
pressuroso; trata-se, possivelmente ou provavelmente, quiçá, de uma
manifestação coletiva-cultural-intelectual de incontáveis Maniqueus,
os quis irromperam antes ( muito antes, no pré-antes de antanho ) e
depois de Cristo; pós "Anno Domini".
O jornalista, em geral, bem como o cientista, via de regra, o
filósofo, teólogo, poeta, o artista e artífice e artesão, o
engenheiro, enfim, o ser humano produtivo, com produtividade,
eficácia, os eficazes e os eficientes, mesmo sendo mui qualificados em
seus ofícios, diferentemente dos senhores em sinecura, não percebem,
não são cônscio, em grau elevado, em argúcia ferina, sobre o tema e
sobre o meta-tema sobre o qual se debruçam, clínicos, sobre o texto
que está escrevendo ou que já escreveram
( ou estão pintando, debuxando, esculpindo, sem o tom arguto de Goya
ou Brueguel, artista genial da escola flamenga, engenheiro da beleza e
da visão ou visualização perspicaz, holandesa, porquanto foi em
Flandres, na Holanda, ou Países Baixos, que floresceu a perspicácia
pictórica observada em Brueguel ; na Espanha, com Goya; esses os
doutos em arte, não meros mestres ); já os produtivos comuns, nem
sabem ler ao que subjaz ao seu escrito ( muitas vezes o escrito e
maior que eles!, quando, então, correm aqueles interpretações
imaginosas! ou inimagináveis), ou seja, sobre a doutrina que pervade
seus escritos, no qual eles estão imersos como peixes na água do mar
ou doce; a saber, no caso, o maniqueísmo, a maniquéia, a qual,
penetrando seus escritos frágeis, simplistas, rasos, torna seus
objetos e ciência ou filosofia, teologia ou arte, obsoletos, velhos,
antiguados, decrépitos, caducos... porquanto seu fundamento ou
fundamentação é aquela doutrina primeva, que estrutura o cérebro
humano: o maniqueísmo, a maniquéia, esta espécie de "deus ex machine",
um nada, absolutamente nada de novo, na constatação inexorável do
vetusto Eclesiastes, de seu Predicador, um maniqueísta doutrinal,
douto... quando iluminado pelo sol búdico, preclaro, a cintilar na
manhã de sol ( ou de Buda?! ).
Contudo, não é somente o jornalista, personagem ou pessoa de jornal (
pesoa de papel! ou tigre de papelão! ) , como se diz hoje, no rito
teatral político-social, na comédia e tragédia nas megalópoles e nas
cidades medianas e pequenas, aldeãs, vilas, etc., não são o que não
percebe...: a ciência, sob as atividades do cientista, o filósofo e o
artista, outrossim, não percebem que o maniqueísmo ( e não o marxismo,
que é um maniqueísmo moderno) é o fundamento ontológico, filosófico e
teórico de sua doutrina, é sua gnoseologia. Na física com as forças
centrípetas e centrífugas ou inércia e força; na termodinâmica calor e
frio; na eletricidade : positivo e negativo ( elétrons e prótons); na
química as mesmas forças antagônicas a jungir os opostos; no amor os
sexos femininos e masculinos; nos juízos axiológicos : certo ou
errado, verdadeiro ou falso, que também está na matemática, álgebra,
filosofia, geometria, enfim, em todo o comportamento intelectual,
social, sexual, científico, jurídico... do ser humano.
O maniqueísmo, doutrina aonde o imbecil travestido de jornalista (
ninguém é imbecil, nem um ser humano o é ; trata-se, aqui, de uma
personagem literário ou filosófico para poder ser posto a atuar neste
teatro de letras, pois os seres humanos merecem respeito) se apóia, é
a dinâmica teoria que move todas as ciências! , todas as atividades
cognitivas do ser humano.
A ciência toda, a filosofia toda se funda nela, é uma doutrina
fundante do conhecimento, já está antes dos pré-socráticos e dos
magos egípcios; logo, o jornalista lido, que fica entre a verdade e
a mentira, nas suas análises fúteis, simplistas, simplórias e pueris
dos
psicólogos ( outra personagem teatral do autor ) e outros
""estudiólogos", leva a sério um obscuro conceito sobre a estrutura
do cérebro, o qual é capaz de
se auto-enganar ( novidade!) e a velha questão eterna no Brasil e no
mundo de um ministro corrupto ( ou outra personagem da cena política )
, como eu poderia ser, se no poder ( e, provavelmente seria, pois não
há salvação, senão em Cristo ( aquele chato, bondoso, de olhar
terno!...) ou você ( não? - já o somos sem o
perceber ou agir!, até no que escrevemos apressadamente,
pressurosamente! ou o próprio redator da dissertação, sempre com a
mesma pobreza irritante de espírito...: Ele é um bem-aventurado, na
doutrina de Cristo, digo, de Maniqueu ou Mani, que a Wikipédia, na
ingenuidade curial, diz que maniqueu é uma denominação errônea, como
se eles soubessem algo sobre o mani ou Manu ou maniqueu, pois eles
mesmo, logo abaixo, dizem que nada sabem sobre o Mani ou Manu ou
maniqueu, mas consideram errôneo o que nem sabem... Como somos
idiotas! ( nós, humanos, sem ofensa aos indivíduos, que não o são,
obviamente, pois assim eu estaria a me prejudicar).
O que aconteceu com a personagem do cenário político ocorre todo
dia, aqui e alhures ; então sacamos a doutrina de maniqueu para
mostrar que somos honestos e
existe o mal!... e os escribas celebram esse mal alheio, como se não
fosse o próprio, pois não há bem ou mal algum, excepto na teoria do
conhecimento, cuja idéia mestra é o maniqueísmo, a maniquéia.
Esta foi uma autêntica, genuína meta-leitura, pois a leitura já não
traz novidade alguma : jaz sub-Eclesiastes

sexta-feira, 10 de junho de 2011

NINFA ( wikcionario wik dicionario wiki etimologia otto )

Quanta confiança no menino!
Ele olha o mundo para a frente
cheio de confiança
com tanta fé!
pronto e prestes a conquistá-lo!
pois o mundo é dele
- dele a madrugada toda se for preciso!
com o candor do canto do galo
sob palor de lua
quando o luar está para palor
a ritmar o passo trôpego do ébrio
que é um menino alienado da mãe
um náufrago a nado
no rio amarelo de cerveja
indo ao encontro de um promontório alhures
um arquipélago para Robinsons Crusoés
ao instar a madrugada por um banjo
ou um violinista triste
de melancólicos olhos e lábios
à maneira do poeta Manuel Bandeira
que era sorumbático
ou Mário Quintana
menino infeliz e doentio
passando fantasmagoricamente pela vida sofrível
que a vida é sempre decepcionante para todos
depois que o menino fica numa cápsula de tempo
longe do homem incréu
Ai! quanta falta me faz o menino em mim!...
mesmo quando essa dor lancinante é mitigada
pelos meninos que nadaram no meu sangue
peixes-espermatozóides!....

A atitude auto confiante do menino
mesmo com toda a sua ternura pueril
me traz à lembrança
as faces juvenis dos astros e estrelas de Holliwood
a sorrir felizes e apaixonados pela vida
sem especular que hoje
estariam subjugados nos ossos
repousando quedos na caveira e nos ossos do esqueleto
esparsos e dispersos nos jazigos
onde jazem com o tempo desligado neles
sem sequer a rigidez do sorriso
nem o olhar no vácuo
nem tampouco um pouco de tez na face
do Narciso sem espelho
sem espectro sob a chuva de luz das estrelas
ou do astro que a barra da alva
após o dilúculo na madrugada tardia
ou no fim do lusco-fusco
baço e melancólico

Oh! o menino é tanto!
que é impossível dizer um pouco deste tanto! :
O menino é tudo na vida com um sorriso
e um brinquedo à mão esquerda
outro à destra
e um bola no pé de Pelé
( imagine que Pelé foi um menino
cujo pião rodopiou
até parar na alma do futebol
pois foi aquele menino
que deu toda a glória ao futebol
e não o futebol que glorificou Pelé
o douto e sábio com a bola
que foi seu pião
e ganha-pão
que não somente de pião e pipa vive o menino
mas também de todo o rastro escrito pro sua infância
até nas sombras das fotografias
que apagam sua beleza com alma da luz
porquanto á luz não se fotografa
nem a lua no céu em forma navegante de barco...)

Quanta beleza no olhar confiante do menino!
Ele não considera as feras
as bestas que trotam no Apocalipse diário...:
O menino as ignora /
( As pessoas comuns
são como os meninos
essas criaturas descendente em dinastia direta dos deuses
tomam a si com a vida
causas alheias
que são sã suas
mas de outrem
dos que dominam o mundo
o rei e a lei no xadrez político
Os homens inteligentes
são tão incréus
que nem nas próprias causas crêem
são profundamente céticos
Todavia pior são as pessoas de mau caráter
que transformam seu ceticismo abominável
até as políticas públicas )

O menino é o pião rodopiando
o barco de papel na enxurrada
( o batel, o bergantin, a caravela ou o galeão espanhol no sonho flagrado...)
a humildade encarnada
no modo de olhar dialogar espocar em gargalhas espontâneas
em todos os seus gestos sem teatro do absurdo
e em suas atitudes atividades cantos folguedos...
Ah! ele é a espontaneidade!
o ser humano integralmente vinculado à existência
Enfim, o menino é o gênio da natureza
a divindade natural perceptível
refazendo ou replantando o mito grego
porque aonde desce um regato
vai junto uma ninfa
para o menino admirar
- na primeira paixão do olhar!
( A paixão mitocondrial...
do menino a proclamar com gritos estridentes...: Mãe!!!...
e posteriormente sussurrar : amor!...)